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Caos em Wall Street estende-se às bolsas europeias. PSI20 não escapou

Fotografia: Reuters
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Após as fortes quedas nas bolsas americanas ontem, as ações asiáticas e europeias não resistiram. As bolsas do Velho Continente perdem quase 3%.

O arranque do ano até estava a ser promissor para as bolsas. Mas o início desta semana mostrou sinais de nervosismo nos investidores, com as ações americanas a sofrerem um mini-crash na sessão de segunda-feira. A turbulência alastrou-se para as bolsas mundiais. Os mercados asiáticos já tinham sentido o impacto esta madrugada com quedas de entre 4% e 5%.

E as bolsas europeias não estão a resistir a esta inversão do sentimento dos investidos. O Stoxx 600, que mede o ritmo das ações do Velho Continente, abriu a sessão a perder mais de 2,8%. É a pior sessão desde a que se seguiu ao referendo sobre o Brexit. O PSI20, o índice de referência da bolsa portuguesa, também não escapou. Iniciou a dia também com uma descida superior a 2,8%. A Mota-Engil perde mais de 7%. Pharol, Navigator, Sonae e BCP desvalorizam mais de 3%.

Os analistas tentam perceber se o comportamento das últimas sessões se trata apenas de uma correção, após anos de ganhos robustos nos mercados acionistas. Ou se, em alternativa, é o prenúncio de problemas graves para os mercados financeiros.

“É uma mera correção ou algo mais? Responderíamos a esta questão com, provavelmente, a primeira hipótese”, referem os analistas do banco canadiano RBC Capital Markets, numa nota a que o Dinheiro Vivo teve acesso. Mas realçam que descidas “desta magnitude (tanto nos mercados acionistas como noutros) são raras e quando acontecem tendem a ter efeitos negativos no sentimento” dos investidores.

Na base dos receios dos investidores está a dúvida se as subidas dos últimos tempos nas bolsas não terão deixado as ações demasiado caras. Temem ainda que, face aos últimos dados da economia americana, a Reserva Federal dos EUA tenha de carregar no acelerador no que diz respeito às taxas de juro.

O RBC Capital Markets nota que após os últimos dados do emprego da maior economia do mundo as expetativas do mercado mudaram. “Aparentemente, o pensamento (agora) é de que as coisas estão a aquecer e a Fed terá de ser mais dura e mais rápida do que o mercado gostaria”.

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