Bolsa

Cimpor: 99,3% dos votos expressos aprovam retirada de bolsa

Foto: Goncalo Fernandes Santos/ Global Imagens
21.06.2017 / 16:37

Cerca de 99 dos votos emitidos na assembleia geral foram a favor da retirada de bolsa, registando-se 0,7% de votos contra e 500 abstenções

A assembleia-geral extraordinária de acionistas da Cimpor realizada esta quarta-feira aprovou a retirada de bolsa da empresa tal como proposto no final de maio pela Camargo Correâ, detentora da maioria do capital da cimenteira, através da InterCement.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), a empresa informou que a AG hoje realizada contou com a presença de 22 acionistas, donos de 95,4% do capital da Cimpor. Deste universo, 99,29% aprovou a proposta, 0,7% votou contra, registando-se ainda 500 abstenções.

Os acionistas reuniram esta manhã em Lisboa para debater um único ponto constante na ordem de trabalhos, precisamente a a perda da qualidade de sociedade aberta da Cimpor, condição essencial para a empresa deixar de ser cotada.

Com esta decisão, a InterCement avançará agora para a aquisição dos 4,9% de capital da Cimpor que ainda não detém, tendo proposto no final de maio pagar o ‘preço médio’ da ação nos últimos seis meses, o que obrigará a um investimento de aproximadamente 11 milhões de euros.

Aquando da convocação desta AG extraordinária, a Camargo Côrrea justificou a decisão de avançar para a retirada de bolsa da Cimpor com o seu reduzido free float mas também com o “aparente afastamento” dos acionistas minoritários do dia-a-dia da cimenteira, “evidenciado pela ausência dos mesmos” em assembleias-gerais recentes.

Além disso, explicou a brasileira na altura, também “a evolução negativa das operações industriais” no Brasil e a “deterioração dos capitais próprios” e da dívida da empresa, evidenciaram “não estarem reunidas as condições para prosseguir, no curto prazo, com o aumento de capital” antes previsto para a empresa, concorrendo tudo isto para a decisão comunicada.

No início de abril último, a mesma InterCement tinha aprovado um aumento de capital para a Cimpor em até 2000 milhões de euros, através de uma ou várias operações. Volvidos menos de dois meses, tudo mudou.

“Considera a InterCement mais adequado à presente situação, designadamente para os acionistas minoritários da Cimpor, proceder à exclusão da negociação das ações da Sociedade do mercado regulamentado, por via da perda de qualidade de sociedade aberta”, refere a acionista maioritária da cimenteira.