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Coronavírus afunda bolsas na Europa. PSI20 tombou mais de 3%

Foto: EPA/ROMAN PILIPEY
Foto: EPA/ROMAN PILIPEY

As principais bolsas do Velho Continente terminaram a sessão no vermelho, penalizadas pelos receios dos investidores em torno do coronavírus.

Há muito que o coronavírus galgou as fronteiras da China, mas agora chegou definitivamente à Europa. E o contágio aos mercados financeiros não tardou. As principais praças bolsistas europeias terminaram o dia em terreno negativo, com quedas expressivas. Em Lisboa, o PSI-20 desvalorizou 3,53% para os 5.197,09 pontos, com as 18 empresas que compõe o índice no vermelho. Em Madrid, o IBEX35 desceu 4,07%, em Paris, o CAC40 recuou 3,94% e em Londres, o Footsie100 perdeu 3,2%.

No principal índice da bolsa de Lisboa, o PSI20, destaque para as desvalorizações de empresas como o BCP (tombou 5,16% para 18,01 cêntimos), CTT (que perderem 5,01% para 2,578 euros), EDP (recuou 3,55% para 4,705 euros), Galp Energia (desceu 3,88% para 13,74 euros), Jerónimo Martins (recuou 2,76% para 16,715 euros) e Nos (desvalorizou 5,80% para 3,898 euros).

Detetado na China em dezembro de 2019, o coronavírus (Covid-19) já provocou 2.592 mortos e infetou mais de 78 mil pessoas a nível mundial. Atualmente, verifica-se um surto no norte de Itália, na região da Lombardia, o que já provocou 185 infetados e seis mortos. Com a propagação da doença, os receios dos investidores quanto aos efeitos que o surto poderá ter para o crescimento económico mundial agravam-se.

Os investidores estão a afastar-se de ativos considerados mais arriscados, como é o caso das ações, e apostam em ativos refúgio, como é o caso do ouro. O metal precioso atingiu já esta segunda-feira um novo máximo dos últimos sete anos. Cerca das 12:00 em Lisboa, a onça de ouro estava a cotar-se acima dos 1.680 dólares, o valor mais alto desde março de 2013.

Entre os principais setores de atividade, as empresas ligadas ao turismo e viagens são as que estão a ser mais afetadas. A companhia aérea EasyJet terminou o dia a cair mais de 16%, a Ryanair desvalorizou mais de 13%. Harry Martin, analista da Bernstein, citado pelo Financial Times (FT), explica que, o que o mercado tem contabilizado é um “enfraquecimento na China e algum arrasto para a Ásia Pacífico devido aos receios sobre os turistas chineses não estarem a viajar tanto”. Contudo, “hoje o pânico é que tenhamos um abrandamento mundial nas viagens”.

Chris Beauchamp, analista chefe da IG, citado pelo The Guardian, explica, por sua vez, que “a ideia de que o coronovírus estava contido já foi totalmente banida e os investidores estão agora a tomar consciência que mais casos e, infelizmente, mais mortes vão acontecer. Isto significa que as previsões económicas para o impacto, tal como estão, vão ter de ser revistas, com um impacto maior que o esperado”.

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