Elon Musk provoca corrida à bitcoin e dogecoin

Criptomoedas dispararam e investidores entupiram apps e plataformas de negociação. Movimento segue-se aos 'ataques' concertados de pequenos investidores, a partir da rede social Reddit, que estão a agitar a bolsa e a derrubar fundos especuladores.

Como se já não houvesse frenesim suficiente nos mercados, eis que Elon Musk decide vir agitar o segmento das criptomoedas fazendo disparar a procura por bitcoin e dogecoin e paralisando as grandes plataformas de negociação.

O presidente da Tesla colocou o 'hastag' bitcoin na biografia da sua conta na rede social Twitter. O resultado foi uma subida de 18% do preço da maior moeda virtual do mundo. A bitcoin, que tem estado sob pressão vendedora, ultrapassou os 38 mil dólares.

Mas Musk também publicou um tweet que foi interpretado como um incentivo à compra da dogecoin, uma moeda virtual que o líder da Tesla aprecia e que começou como uma piada. O tweet de Musk veio dar gás ao 'ataque' que estava a ser concertado à moeda por um grupo de pequenos investidores em fóruns de negociação na rede social Reddit, incluindo o Satoshistreetbets.

A dogecoin passou dos 0,01 dólares para os 0,07 dólares e tornou-se na moeda mais mencionada de sempre no Twitter, em volume, num período de 24 horas, segundo a THETie.

Estes movimentos acontecem numa altura de agitação nos mercados, na sequência de 'ataques' concertados de pequenos investidores unidos na rede social Reddit. No centro desta 'revolução' está a GameStop, cujas ações dispararam depois de investidores terem combinado a compra em massa de títulos da empresa, que estava sob pressão por parte de fundos especuladores que vivem da aposta na queda das ações.

O ato 'revolucionário' já provocou perdas entre aqueles fundos e um hedge fund teve mesmo de ser alvo de resgate.

O frenesim alastrou entretanto a outras empresas cotadas e a outros países, provocou quebras de serviço em aplicações de negociação e levou o Facebook a encerrar um grupo popular - Robinhood Stock Traders -, que agregava 157 mil membros. Mas a rede social alegou que o fecho do grupo se deveu a outros motivos não relacionados com a negociação de ações, segundo a Reuters.

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