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Emergentes estão a fazer lembrar a crise de 1998

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Os mercados emergentes têm estado sob pressão. O Bank of America diz que as atuais condições fazem lembrar a crise financeira de 1998.

Dólar a subir; juros a aumentar na maior economia do mundo; moedas dos emergentes a desvalorizar. Foram os ingredientes que levaram à crise financeira que arrasou com a economia russa e de grande parte dos países asiáticos. Duas décadas depois, o Bank of America alertou que os sinais vindos dos mercados são semelhantes, recomendando cautela aos investidores.

“A Fed a subir juros, os EUA a divergirem, a curva de rendimentos a alisar, mercados emergentes a colapsar e estratégias quantitativas alavancadas em dívida a ter mau desempenho… Tudo soa a 1998”, disseram numa nota citada pela Reuters. O banco avisou os seus clientes para terem cuidado com a dívida de empresas de regiões “excessivamente endividadas” como a Europa e os mercados emergentes, incluindo a China.

As crises na Argentina e na Turquia estão a preocupar os investidores. E esta semana os ativos emergentes sofreram elevada pressão vendedora. Além do peso argentino e da lira turca, também o real brasileiro e o rand sul-africano tiveram quedas acentuadas. As bolsas emergentes acumularam quedas de mais de 3% no acumulado da semana. Para já, os analistas da Capital Economics defendem que “há poucas provas a sugerir que a instabilidade no mercado se está a traduzir em constrangimentos macroeconómicos generalizados”. Mas alertaram que em países como Brasil, Indonésia, África do Sul e Rússia, a subida dos juros da dívida irá afetar o crescimento.

Mais que Argentina ou Turquia, que atravessam crises graves, os economistas consideram que será um abrandamento da China ou EUA a penalizar o mercado. E preveem que o mau tempo nos ativos de mercados emergentes não termine tão cedo, devido ao risco de Donald Trump provocar uma escalada ainda maior na guerra comercial. E o presidente dos EUA não foi de falinhas mansas. Ameaçou, na sexta-feira, aplicar tarifas a todos os produtos chineses que entram na maior economia do mundo.

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