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Empresas mundiais vão pagar mais 10% em dividendos

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A consultora Markit estima que as cotadas paguem 1,64 biliões de dólares aos acionistas durante 2018, o montante mais elevado desde 2014

As empresas cotadas nas bolsas mundiais deverão abrir os cordões à bolsa este ano. A recuperação da economia global e dos resultados das empresas são os motores que permitirão o crescimento dos dividendos que serão pagos aos acionistas, segundo um estudo da IHS Markit a que o Dinheiro Vivo teve acesso. No total, as 7500 empresas incluídas na análise deverão distribuir 1,64 biliões de dólares (1,35 biliões de euros) em dividendos. É uma subida de 10% face ao ano anterior e 2018 vai ser o mais generoso para os acionistas desde 2014, segundo as estimativas desta consultora.

“Este é o terceiro ano consecutivo de aceleração no crescimento”, diz a IHS Markit. E explica que a “perspetiva positiva é um reflexo do cenário macroeconómico encorajador, do regresso do crescimento na Europa e pelo fortalecimento dos dividendos dos bancos”.

Durante a grande crise financeira, o setor da banca teve de travar a fundo nos dividendos. Nos últimos anos tem vindo, gradualmente, a melhorar a remuneração aos acionistas. Mas em 2018 os dividendos da banca vão acelerar. “Esperamos que os pagamentos cresçam 11,3% para 260 mil milhões de dólares, quase o dobro do crescimento de 6,4% registado em 2017”, refere a IHS Markit.

A zona euro será uma das regiões em destaque. “Estimamos que os dividendos na zona euro cresçam ao ritmo mais rápido em três anos, para mais de 200 mil milhões de dólares, um aumento de 9,2%”, prevê a consultora. Em destaque na Europa estará também o setor da banca, com a IHS Markit a estimar uma subida na maquia que as entidades financeiras italianas irão pagar.

Já os EUA continuarão a ser o país com maior peso no total dos dividendos globais. Mas o ritmo de crescimento será menor. “Prevemos que os dividendos declarados por empresas dos EUA atinjam 582 mil milhões de dólares em 2018, mais 7,7%.” Em 2017 tinham aumentado 8,7%.

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