Dívida

Financial Times: Investidores estão mais otimistas com dívida portuguesa

Responsável de dívida soberana do Citi, Philip Brown, diz que dívida pública portuguesa é a única que está a dar retorno positivo no mercado do euro

Parece que a confiança voltou aos investidores na dívida portuguesa. O Financial Times escreve esta quinta-feira que os títulos nacionais estão a voltar a gerar interesse depois de os juros da dívida nacional terem caído para mínimos de cinco meses na semana passada, após o candidato Emmanuel Macron ter vencido a primeira volta das presidenciais francesas.

“Os principais riscos já ficaram para trás”, refere Fanny Jacquemont, gestora de carteiras francesa da CPR Asset Management. “A dinâmica macro-económica está a melhorar, o Governo está bastante comprometido com a redução do défice e o sistema bancário está a ser resolvido”. Esta gestora investiu na dívida pública portuguesa em fevereiro, quando se registaram máximos de 12 meses no spread das yields entre Portugal e Alemanha (referência do mercado).

O responsável de dívida soberana do Citi, Philip Brown, lembra que a dívida pública portuguesa é a única que está a dar retorno positivo no mercado soberano da zona euro. “Antecipamos uma redução de 100 pontos base no spreadentre a dívida soberana portuguesa e alemã.

Mas o sector bancário nacional e os riscos com as eleições italianas, em 2018, e possibilidade de nova crise na zona euro, se o Movimento Cinco Estrelas vencer, ainda afastam os investidores. “Não estou confortável em expor-me significativamente” a Portugal, refere o gestor John Stopford, da Investec Asset.

Este especialista alerta ainda para os riscos, para os países da periferia, do fim do programa de comprava de ativos do Banco Central Europeu, o quantitive easing (QE). Mas Richard Gustard, do JPMorgan, diz que Portugal “pode sofrer menos efeitos com o fim do QE em comparação com outros países países periféricos”.

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