Poupança

Fundos e analistas financeiros pedem incentivos urgentes para a poupança

Plataforma funciona em Portugal desde junho de 2015

Para o presidente da APFIPP, a situação atualmente "é mais grave" do que quando foram criados os PPR, no final dos anos 80.

O próximo Governo deve criar incentivos urgentes para o aumento do nível de poupança das famílias e crescimento do investimento na economia portuguesa. O apelo foi feito na manhã desta segunda-feira pelo setor dos fundos de investimento e de pensões e pelos analistas financeiros.

“O problema é mais grave hoje do que era nos anos 80”, quando foram criados incentivos fiscais para a poupança, incluindo os Planos Poupança Reforma (PPR), afirmou José Veiga Sarmento, presidente da APFIPP-Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios.

O alerta surgiu num debate que teve lugar na sede da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, no âmbito do arranque da Semana Mundial do Investidor.

O presidente da APFIPP lembrou que a taxa de poupança em Portugal é baixa e que a Segurança Social não terá capacidade para fazer face a todas as responsabilidades com pensões, no futuro.

A taxa de poupança das famílias desceu para 5,9%, no final de junho deste ano, o mínimo desde 2017.

Manuel Puerta da Costa, presidente da Associação Portuguesa de Analistas Financeiros (APAF), defendeu que o próximo Governo deveria criar incentivos para a poupança destinados para os pequenos aforradores.

“Se houvesse algum tipo de discriminação positiva devia ser para os aforradores que poupam pouco, mas poupam”, disse.

Salvaguardou que “esses incentivos” deveriam ser dirigidos para a aplicação de poupança em instrumentos que sirvam para financiar a economia portuguesa – seja para investir em ações ou títulos de dívida nacionais – e não que servissem para investir “nos Facebook e nas Total deste mundo”.

Abel Sequeira Ferreira, diretor executivo da AEM – Associação de Empresas Emitentes de Valores Cotados em Mercado indicou que a representante das empresas com presença na bolsa entregou a diversos partidos políticos propostas de medidas com incentivos ao investimento.

A Semana Mundial do Investidor, uma iniciativa global da IOSCO-Organização Internacional de Valores Mobiliários, prolonga-se até ao dia 6 de outubro e compreende a realização de várias iniciativas, nomeadamente para melhorar o nível de conhecimentos financeiros da população.

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