Bolsa

A tática do maior hedge fund do mundo para lucrar na bolsa

Siemens

A Siemens é a empresa em que a Bridgewater mais aposta na queda. Tem uma posição de mais de mil milhões de dólares para lucrar com eventuais descidas das ações, segundo a Bloomberg. Fotografia: EPA / Paul Zinken

Total

A petrolífera francesa Total também não escapa à Bridgewater. A posição curta é de mil milhões de dólares. D.R.

Intesa Sanpaolo

A banca italiana é outro dos setores em que a gestora liderada por Ray Dalio aposta na queda. Tem uma posição de 790 milhões de dólares para lucrar com eventuais descidas do Intesa Sanpaolo. REUTERS/Stefano Rellandini/File Photo

Santander

Na banca, outra das grandes apostas em eventuais quedas das ações é no Santander. A posição curta no banco espanhol equivale a cerca de 750 milhões de dólares, segundo a Bloomberg. Toby Melville / Reuters

Enel

A elétrica italiana Enel é outra das ações na lista da Bridgewater. A gestora tem uma posição de cerca de 690 milhões de dólares para ganhar caso os títulos desvalorizem.

Eni

O mercado italiano é um dos mais afetados pelo raide da Bridgewater. Na petrolífera Eni a posição curta é de cerca de 650 milhões de dólares. REUTERS/Alessandro Bianchi

Sanofi

A gigante farmacêutica francesa Sanofi é outro dos alvos do maior hedge fund do mundo. A aposta em eventuais descidas das ações é de quase 640 milhões de dólares. REUTERS/Christian Hartmann

BNP Paribas

A banca é um dos setores prediletos da Bridgewater para apostar em quedas. O BNP Paribas também está na lista das dez ações em que o hedge fund mais tem a ganhar com descidas. A posição curta é de 610 milhões de dólares.

ING

No banco holandês ING a posição da Bridgewater para tentar lucrar com eventuais descidas das ações é de cerca de 510 mmilhões de dólares. REUTERS/Francois Lenoir

ASML

A holandesa ASML que produz equipamentos para processadores informáticos é outra das ações europeias na mira da Bridgewater. A aposta na descida é de 505 milhões de dólares.
18.02.2018 / 08:52

A Bridgewater tem aumentado a parada na aposta na descida das bolsas europeias. O fundador da gestora explicou quando comprar e vender ações.

A aposta do maior hedge fund do mundo na descida das bolsas europeias é cada vez maior. A Bridgewater tem aumentado a parada e leva já um valor de quase 18 mil milhões de euros para lucrar com eventuais descidas de algumas das maiores cotadas do Velho Continente, como a Siemens, Total ou o banco italiano Intesa Sanpaolo.

Esta gestora de hedge funds, que tem apostas mais especulativas, tem um poder de fogo de 120 mil milhões de dólares. Em ações americanas não é possível aferir qual o valor da aposta na queda, já que o regulador dos EUA, contrariamente aos europeus, não obriga à divulgação dessas posições.

O fundador e responsável de investimento da Bridgewater explicou a tática para apostar na subida e também nas descidas dos mercados. Ray Dalio defendeu numa publicação no LinkedIn que “não é invulgar ver desempenhos forte das economias serem acompanhados de descida nos preços das ações e de outros ativos, o que é curioso para a maior parte das pessoas que se questionam a razão pela qual as ações descem quando a economia está forte e não percebem como esta dinâmica funciona”.

Considera que é um “clássico comprar ações quando a economia está muito fraca e as taxas de juro estão a descer (e vender quando acontece o inverso)”. Nesta fase, tanto a economia dos EUA como a da Europa dão sinais de força que estão a permitir à Reserva Federal dos EUA e, em menor medida, ao Banco Central Europeu começarem a ter uma abordagem de política monetária mais restritiva. Nos EUA os juros já começaram a subir e na zona euro espera-se que isso venha a acontecer a partir de 2019.

Os receios de que o bom andamento da economia leve a subidas de salários e da inflação, provocando uma reação mais agressiva dos bancos centrais, tem assustado os mercados nas últimas semanas. O índice da Bloomberg que mede o ritmo das bolsas mundiais perde quase 4% desde o início do mês.