EUA

Goldman Sachs: Imposição de máscara é alternativa a novo confinamento

O presidente dos EUA,  Donald Trump, fala depois de ter assinado o diploma que criou o  Paycheck Protection Program and Health Care Enhancement Act na sala Oval na Casa Branca em Washington,  em 24 de abril, 2020. 
(Foto: Olivier DOULIERY / AFP)
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala depois de ter assinado o diploma que criou o Paycheck Protection Program and Health Care Enhancement Act na sala Oval na Casa Branca em Washington, em 24 de abril, 2020. (Foto: Olivier DOULIERY / AFP)

Segundo as contas do Goldman Sachs, uma segunda fase de confinamento forçado poderia tirar cerca de 5% ao PIB dos EUA.

O banco de investimento Goldman Sachs considera que a imposição do uso de máscara de proteção pode servir como alternativa à opção de avançar com um novo confinamento da população nos Estados Unidos, onde a epidemia do novo coronavírus continua a alastrar.

Segundo as contas do Goldman, uma segunda fase de confinamento forçado (lockdown, em inglês) poderia tirar cerca de 5% ao Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA.

A análise, divulgada aos aos clientes do banco na segunda-feira, aborda a opções possíveis em caso de uma segunda vaga de aumento de casos de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

A generalidade dos países adotou o confinamento forçado mas muitos já voltaram a abrir escolas e a autorizar a reabertura de negócios.

“O resultado de nossa análise é que uma imposição nacional de máscara facial poderia potencialmente
substituir novos confinamentos que subtrairiam quase 5% do PIB”, refere o banco na nota.

Adverte que “essa estimativa é bastante incerta”. “Contudo, nossa análise sugere que o benefício económico de uma imposição da máscara facial e o aumento do uso da máscara facial podem ser consideráveis”, salienta.

Mas questiona se os EUA irão adotar a medida a nível nacional. “Isso é incerto, em parte porque as máscaras se tornaram numa questão política e culturalmente carregada. No entanto, mesmo em
Na ausência de uma imposição nacional, as autoridades estaduais e locais podem ampliar
o uso obrigatório o que acabaria por imitar uma posição a nível nacional”, frisa.

Destaca que, “a economia poderia beneficiar significativamente de tais movimentos, sobretudo quando comparado com a alternativa de um retorno a confinamentos mais amplos”.

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