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Humanos vs. inteligência artificial. Quem leva a melhor nos mercados?

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Pode a inteligência artificial bater os melhores gestores de ativos humanos?

Humanos ou robôs? Quem conseguirá melhores resultados a investir? A inteligência artificial está a chegar em força aos mercados financeiros. Henrik Leber, fundador da gestora alemã Acatis Investment, acredita que no longo prazo os robôs podem substituir os humanos na gestão de ativos.

A gestora lançou em novembro do ano passado um fundo em que todos os passos são dados por um sistema inteligência artificial (IA), o Acatis AI Global Equities, que também é vendido em Portugal. O histórico ainda é recente para perceber se a IA pode triunfar nos mercados. Mas Henrik Leber defende que há bons argumentos para os robôs conseguirem ter vantagem.

“O computador vê mais do que os humanos podem ver – todas as empresas e com uma memória perfeita”, diz o gestor ao Dinheiro vivo. Além dessa capacidade, “a inteligência artificial deve conseguir encontrar padrões que os humanos não veem. A grande vantagem é o volume de dados e as capacidades de processamento”.

Apesar dessa mais-valia, as máquinas ainda têm muito que aprender. Henrik Leber realça que “os computadores ainda não entendem os relatórios anuais, não leem jornais, não sabem muito sobre os gestores e não viram a última avaliação de um produto na Amazon. Têm ainda muitas falhas que precisam de ser resolvidas”.

Mas as máquinas aprendem rápido. E no futuro poderão apresentar melhores resultados do que os humanos. “No longo prazo, a inteligência artificial objetiva e sem emoções deverá conseguir ser superior”, refere Henrik Leber. Observa que atualmente “apenas podemos alimentar dados concretos na máquina, e esta não processa ainda indicadores indiretos. Mas ao longo do tempo a máquina irá aprender cada vez mais, talvez em cinco ou em dez anos”. A inteligência artificial que toma as decisões de investimento do fundo “deverá aprender mais sobre mercados e relações”.

O gestor considera que “se os modelos incorporarem e processarem mais informação do que os humanos conseguem absorver, então é plausível que muitos gestores humanos irão desaparecer”. Uma outra gestora de ativos, a Man Group, estima que em 2040 99% das funções de investimento estejam centradas na AI.

Como o fundo de investimento é recente, ainda não é possível avaliar o seu desempenho. Tem em carteira quase 18 milhões de euros. Mas o Banco Best, que distribui este produto, diz que tem acolhido o interesse dos investidores nacionais, principalmente os que têm um perfil de risco mais dinâmico. Esteve entre os fundos mais subscritos em dezembro e janeiro. No mês passado foi dos mais procurados na categoria de ações globais. O Best diz que este produto deve ser visto pelos investidores mais dinâmicos como uma estratégia para complementar a carteira de investimentos.

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