Impresa afunda 5% após prejuízos trimestrais de 2,8 milhões

Pedro Norton, CEO da Impresa
Pedro Norton, CEO da Impresa

As ações da Impresa afundaram 5%, para mínimos de 11 semanas, depois da empresa ter divulgado um prejuízo de 2,8 milhões de euros no primeiro trimestre, um resultado pior do que o esperado pelos analistas.

Já foram negociadas mais de 280 mil ações da Impresa a caírem 4,11% para 0,91 euros, após terem tocado o mínimo diário nos 0,90 euros.

A dona da SIC e do semanário Expresso disse ontem que o prejuízo, face ao lucro de 1,2 milhões de euros no mesmo período do ano passado, foi penalizado por uma brusca queda das receitas de concursos com participação telefónica, que, só por si, representou 95% da redução global das receitas.

O EBITDA afundou 82,5% para 984 mil euros e a margem EBITDA passou a 2%, de 10,1% há um ano atrás.

“(Os resultados) foram negativos e ficaram abaixo das nossas estimativas, sobretudo devido a uma queda superior ao esperado das receitas de multimédia,” disse Helena Barbosa, analista do Caixa BI, salientando que a queda de quase 55% neste item ficou abaixo da diminuição esperada de 42%.

Barbosa acrescentou que os resultados também desiludiram ao nível das receitas de publicidade, com uma queda de 2%.

Os analistas do BPI, por seu turno, referiram que as vendas e o EBITDA ficaram abaixo das estimativas, enquanto os custos operacionais e a dívida líquida subiram, quando se esperava melhorias.

“No todo, um conjunto de resultados sombrio que provavelmente nos levará a cortar estimativas para 2015,” disse o BPI, adiantando que espera um reação negativa forte aos resultados.

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