Investimento

Schroders: Investidores portugueses arriscam pouco mas esperam lucros de 10%

Em média, os portugueses colocam 57,1% dos seus investimentos em ativos de baixo risco, a mais alta alocação deste tipo no mundo.

Os investidores portugueses são pouco realistas, sendo dos que mais aplicam dinheiro em fundos de baixo risco mas os que esperam maiores retornos, na casa dos 10%.

Segundo as conclusões do estudo da Schroders ‘Global Investor Study’, os investidores portugueses também não diversificam tanto os seus investimentos como os de outros países.

“Em média, os portugueses colocam 57,1% dos seus investimentos em ativos de baixo risco, a mais alta alocação deste tipo no mundo. Apesar disso, têm uma expectativa anual de retorno na ordem dos 10%, o que não é uma expectativa realista, sendo por isso provável que fiquem desapontados com os seus rendimentos”, refere o relatório.

Adianta que o típico investidor global divide o seu portfólio em um terço em ações, um quarto em dinheiro e o resto dividido entre obrigações, imobiliário e investimentos alternativos.

“Uma das principais conclusões do estudo é a de que os investidores portugueses não diversificam tanto os seus ativos como os congéneres mundiais. Na realidade, 41% dos investidores portugueses inquiridos entende que diversifica pouco ou nada os seus ativos”, diz.

“Até os 14% com um nível superior de conhecimento afirmam que o seu portfólio é pouco ou nada diversificado”, frisa.

Segundo as conclusões do estudo, os investidores ‘Avançados/Especialistas’ têm uma maior exposição a ações, de 34%, tendo 19% dos investimentos alocados a obrigações, 13% a fundos imobiliários e 12% a investimentos alternativos.

“Quanto mais conhecimentos tiverem os investidores maior a probabilidade de reagiram adequadamente às quedas dos mercados acionistas, respondendo a essas quedas com a compra de ações, obrigações, fundos imobiliários e dinheiro”, refere.

“Em contraste, o estudo revela que 58% dos investidores globais com menos conhecimento não fazem nada quando os mercados caem [73% em Portugal]”, frisa.

As conclusões são da terceira parte do estudo ‘Global Investor Study 2018’, que é dedicado à forma como os investidores tomam decisões de investimento. Foram inquiridos 22.000 investidores de 30 países, um dos quais Portugal.

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