Tecnologia

IPO da Xiaomi passa por Hong Kong e também por Xangai

A loja da Xiaomi, em Shenyang, Liaoning, na China. REUTERS/Stringer
A loja da Xiaomi, em Shenyang, Liaoning, na China. REUTERS/Stringer

A Xiaomi anunciou que pelo menos metade das ações disponíveis na oferta pública inicial (IPO) vai poder ser vendida em Xangai.

De acordo com a empresa chinesa, estes certificados de depósito (ou Chinese depository receipts) representarão pelo menos 7% do capital de ações da empresa, refere a Bloomberg, citando um comunicado da Xiaomi.

Estes certificados de depósito funcionam como uma forma para os compradores locais terem acesso a ações de empresas, de uma forma que torne possível cumprir com as regulações de segurança na China. Sem estes certificados, as ações de empresas tecnológicas dificilmente podem ser negociadas em bolsa na China – e, consequentemente, os investidores não podem comprar participações dessas empresas.

A Xiaomi, que foi criada em 2010, prepara-se para entrar em bolsa através de uma oferta pública inicial (IPO na sigla em inglês). De acordo com as previsões, a empresa poderá ficar avaliada entre 70 e 80 mil milhões de dólares. Em euros, estes valores traduzem-se entre 59 mil milhões de euros e 67 mil milhões de euros.

Leia também: 56 primeiros funcionários da Xiaomi prestes a ficar milionários

A Xiaomi pretenderá angariar 10 mil milhões de dólares com este IPO, que será dividido entre Hong Kong e Xangai, refere a Bloomberg, citando fontes ligadas ao negócio. Com a venda de ações através destes certificados de depósito, os analistas estimam que a empresa possa vir a a atingir uma valorização maior.

Com oito anos de vida, a Xiaomi já veio a público indicar que a venda de ações ajudará a alavancar a expansão da empresa além de território chinês e também ajudar a financiar o desenvolvimento de novos dispositivos para o ecossistema da marca.

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