Juros baixam em emissão de dívida a 5 e 10 anos

O IGCP colocou 1250 milhões de euros em Obrigações do Tesouro. A dez anos pagou menos de 3% de juro

O Tesouro português financiou-se a taxas mais favoráveis no leilão de dívida a cinco e 10 anos, esta quarta-feira. Na maturidade mais curta foram colocados 500 milhões de euros, a um juro de 1,198%, abaixo de emissões anteriores. Já a 10 anos o valor colocado ascendeu a 750 milhões de euros, à taxa de 2,851%.

A procura atingiu 1.507 milhões de euros para as Obrigações do Tesouro (OT) a cinco anos, 3,01 vezes superior ao montante colocado, e 1.456 milhões de euros para as OT a dez anos, 1,94 vezes o montante colocado.

No último leilão, que se realizou no dia 10 de maio, na linha de OT com maturidade em outubro de 2022 (cinco anos), foram colocados 618 milhões de euros, a uma taxa de 1,828%. Já a linha com maturidade em abril de 2027, o Estado financiou-se em 632 milhões de euros, a uma taxa de 3,386%.

A procura de OT a cinco anos atingiu, na altura, 1.253 milhões de euros, 2,03 vezes superior ao montante colocado, e a de OT a dez anos cifrou-se em 1.216 milhões de euros, 1,92 vezes superior ao montante colocado.

Filipe Silva, diretor de gestão de ativos do Banco Carregosa, atribui esta descida dos juros "a toda uma série de fatores, incluindo as compras do BCE, mas acho que uma boa parte se deve ao reconhecimento, por parte dos investidores, dos bons dados económicos divulgados recentemente sobre Portugal. Claramente emitimos abaixo do custo médio da dívida portuguesa, e por se tratar de dívida de longo prazo, esse facto beneficia os encargos do país”.

 

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