Juros da dívida caem no mercado secundário. Portugal emitiu ontem 4000 milhões

Portugal realizou ontem uma emissão de dívida sindicada a dez anos com uma taxa de 0,3%, a "mais baixa de sempre" para uma operação deste género, segundo informou a agência que gere o crédito público.

Às 08:25 em Lisboa, os juros a 10 anos recuavam para 0,228%, contra 0,234% na quarta-feira, depois de terem terminado em terreno negativo nas sessões de 15, 11 e 08 de janeiro, contra o atual mínimo de sempre, de -0,059%, verificado em 15 de dezembro, de acordo com a Lusa. Os juros das obrigações a cinco anos também caíam, para -0,294%, contra -0,289% na quarta-feira, depois de terem caído para o atual mínimo de sempre, de -0,506%, em 15 de dezembro. No mesmo sentido, os juros a dois anos desciam para -0,585%, contra -0,576% na quarta-feira, contra o atual mínimo de sempre, de -0,746%, registado também em 15 de dezembro, segundo a mesma fonte.

A evolução dos juros da dívida portuguesa, no mercado secundário, acompanham assim a tendência registada pela dívida de outros países como Espanha, Itália, Irlanda e Grécia.

Além disso, o comportamento registado pelas obrigações do Tesouro negociadas no mercado secundário tem lugar depois de ontem, dia 7 de abril, Portugal ter realizado uma emissão sindicada de dívida a 10 anos. Colocou quatro mil milhões de euros com uma taxa, de acordo com o IGCP - agência que gere o crédito público, liderada por Cristina Casalinho (na foto) -, de 0,3%, o que representa "a mais baixa de sempre".

Filipe Silva, diretor de Investimentos do Banco Carregosa, ontem, num comentário enviado às redações dizia que a procura nesta emissão sindicada "foi bastante forte, os livros superaram os 32,5 mil milhões de euros, para uma emissão de 4.000 milhões".

"Nas últimas semanas temos assistido a uma subida nas taxas da dívida soberana europeia, subida que também se fez sentir na curva portuguesa, no entanto, há um ano numa emissão idêntica, Portugal emitiu com um cupão de 0,475. A subida que temos vindo a assistir nas taxas, bem como a reversão dos mínimos, que já tinham sido atingidos, acabam por refletir expetativas de uma melhoria na economia e possivelmente taxas de inflação mais elevadas. Apesar de tudo, é expectável que se venha a assistir a um controlo das taxas de juro, por parte dos bancos centrais", acrescentava.

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