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Lucro da Semapa cai 6,4% em 2019 para 124,1 milhões de euros

Heinz-Peter Elstrodt, presidente do conselho de administração da Semapa.
Heinz-Peter Elstrodt, presidente do conselho de administração da Semapa.

O volume de negócios consolidado do Grupo Semapa, que opera nos setores da pasta, papel, cimento e ambiente, cresceu 1,4% para 2.228,5 milhões

A Semapa anunciou esta quinta-feira ao mercado que fechou 2019 com lucro de 124,1 milhões de euros, uma descida de 6,4% em relação ao ano anterior.

“O resultado líquido atribuível a acionistas da Semapa atingiu os 124,1 milhões de euros, decrescendo 6,4% face ao ano anterior”, refere um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo o comunicado, o volume de negócios consolidado do Grupo Semapa, que opera nos setores da pasta, papel, cimento e ambiente, foi em 2019 de 2.228,5 milhões de euros, “resultando num crescimento de 1,4% face ao ano anterior”, enquanto “as exportações e vendas no exterior ascenderam a 1.644,7 milhões de euros, o que representa 73,8% do volume de negócios”.

A pasta e papel, o segmento com mais peso (76%) no volume de negócios, foi o único que teve uma redução do resultado líquido – de 26,2% para 109,7 milhões de euros. Já o lucro do negócio do cimento cresceu 770% em 2019, para 17,7 milhões de euros.

“Em 2019, o EBITDA [resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações] atingiu 486,8 milhões de euros tendo decrescido cerca de 11,2% face ao ano anterior. A margem consolidada situou-se nos 21,8%, 3,1 pontos percentuais abaixo da registada no ano anterior”, acrescenta.

Segundo o comunicado ao mercado, “em 31 de dezembro de 2019, a dívida líquida consolidada totalizava 1.470,7 milhões de euros, o que representou uma redução de 81,0 milhões de euros face ao valor apurado no final do exercício de 2018”.

“Se incluirmos o efeito da IFRS 16 [norma contabilística], a dívida líquida seria de 1.545,8 milhões de euros, valor inferior em 5,8 milhões de euros ao apresentado no final de 2018”, explica.

Segundo o grupo, “a aplicação desta norma conduziu a um incremento da dívida líquida (passivos por locação), por contrapartida de ativos fixos, os quais passaram a ser amortizados em detrimento do reconhecimento do custo correspondente em Fornecimento e Serviços Externos”.

A Semapa refere que a variação dos lucros de 2019 é explicada essencialmente pelo efeito combinado de vários fatores, como a “melhoria do EBITDA dos segmentos de Cimento e Outros Materiais de Construção (+18,5 milhões de euros) e Ambiente (+2,4 milhões de euros), que não foi suficiente para compensar a redução de 83,1 milhões de euros no segmento de Pasta e Papel”.

Acresce o “aumento de depreciações, amortizações e perdas por imparidade no valor de 26,0 milhões de euros, principalmente devido ao impacto da IFRS 16, ao início da depreciação de investimentos recentes da Navigator e ao registo de imparidades de marca no segmento de Cimento e Outros Materiais de Construção no valor de 16,8 milhões de euros”.

Este último valor resulta do efeito combinado do “registo de imparidade na marca Secil no Líbano (18,8 milhões de euros), decorrente da expectativa menos positiva em relação aos ‘cash flows’ futuros esperados, devido à instabilidade socioeconómica nesta geografia”, e “reversão de imparidade na marca Secil em Portugal (2 milhões de euros)”.

A variação dos lucros é justificada ainda pela “redução de provisões no valor de 14,9 milhões de euros” e “melhoria dos resultados financeiros líquidos em cerca de 14,5 milhões de euros”.

“Os resultados financeiros líquidos de 2019 incluem 4,1 milhões de euros do registo de imparidade, ao abrigo da IFRS 9, sobre as disponibilidades do Líbano que reflete o rating e o risco atual do sistema financeiro libanês” e “redução dos impostos sobre o rendimento em cerca de 19,8 milhões de euros”.

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