Mais de 1800 voos em risco em junho com saída de Portugal da lista verde

Planos de recuperação das companhias aéreas como a Ryanair, easyJet e Bristish Airways sofrem mais um revés com a decisão do Reino Unido de retirar Portugal do corredor verde.

A retirada de Portugal da lista verde do Reino Unido vai provocar um rombo nas operações das companhias aéreas europeias planeadas para o verão. Portugal era o único destino europeu dos países do sul nesta lista, que exclui períodos de quarentena no regresso ao Reino Unido. Portugal foi agora incluído na lista âmbar, fazendo com que os turistas britânicos tenham que fazer uma quarentena de dez dias após o regresso a casa.

Refletindo esta decisão, as ações das companhias aéreas caíram, nomeadamente as da Ryanair, easyJet e British Airways, que estavam a contar com os voos Portugal para a retoma. O índice EMEA da Bloomberg para as companhias de aviação perdia 5,2% a meio da tarde de ontem em Londres.

Há mais de 1800 voos previstos do Reino Unido para Portugal em junho, quase 345 mil lugares, de acordo com dados da consultora Cirium, citados pela agência Bloomberg. "Parece que o verão para as companhias aéreas se está a dissipar", diz Rob Morris, consultor da Cirium para a aviação, citado pela Bloomberg. A subida de preços dos bilhetes no segundo semestre não deverá confirmar-se neste cenário.

O CEO da easyJet, Johan Lundgren, reagiu em comunicado, dizendo que "com taxas [de infeção] portuguesas semelhantes às do Reino Unido, [a decisão] simplesmente não é justificada pela ciência".

A British Airways, que colocou à venda na quinta-feira, segundo a Bloomberg, pacotes de sete noites em Portugal por 189 libras (219,6 euros), afirmou que a Grã-Bretanha "precisa urgentemente de viagens para países de baixo risco, como os Estados Unidos, para a retoma da economia, apoio às indústrias devastadas e reunião de entes queridos".

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