Mota-Engil África quer estar em bolsa até março. Em Londres, Lisboa ou Amesterdão

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Foi aprovada por unanimidade hoje, no Porto, em Assembleia Geral Extraordinária de Accionistas da Mota-Engil SGPS, a distribuição de dividendos correspondentes a 20% da participação desta na Mota-Engil África.

Os accionistas representantes de 73,8% do capital social e de 78% dos votos concordaram com a estratégia de entrada da Mota-Engil África em bolsa, estando ainda a ser “estudada a melhor praça para o efeito, entre Londres, Lisboa e Amesterdão, o que deverá acontecer durante o primeiro trimestre de 2014”, de acordo com António Mota, fundador e presidente do Conselho de Administração da Mota-Engil SGPS.

Simultaneamente, será proposto o aumento de capital da subsidiária africana, reservado a atuais accionistas. António Mota garantiu, ainda, que apesar da dispersão de capital, a Motal-Engil SGPS terá sempre “mais de dois terços” da Mota-Engil África.

Foi, ainda, aprovada a proposta do Conselho de Administração da Mota-Engil SGPS para a “eventual alienação de acções próprias”, nomeadamente 11.101.379 ações próprias da Mota-Engil SGPS, representativas de 5,42% do capital social, sendo que o preço mínimo de venda não pode ser inferior “em mais de 15% à cotação média das ações” na semana anterior à alienação.

De acordo com o administrador, o modelo de governação do grupo dividindo os negócios entre África, América Latina e Europa “tem vindo a ser implementado desde 2012 e 2013”, sendo África “o maior mercado e a América Latina o que mais cresce”. Atualmente, referiu António Mota, “82% das encomendas em carteira situam-se fora de Portugal, bem como 80% dos resultados” da empresa. Os negócios africanos representam 40% da atividade da casa-mãe portuguesa.

A entrada em bolsa da Mota-Engil África constitui, para o administrador, “um passo fundamental para dar visibilidade aos negócios da empresa” e, em consequência, “a cotação da Mota-Engil SGPS só pode valorizar”.

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