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Obrigações para o retalho atraíram mais de 60 mil investidores

Cristina Casalinho, presidente do IGCP. (Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens)
Cristina Casalinho, presidente do IGCP. (Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens)

O Tesouro obteve 1.000 milhões de financiamento das famílias. Mas a procura ficou na ordem dos 1.700 milhões de euros.

O juro era o mais baixo de sempre. Mas isso não impediu que a oferta de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) atraísse procura. Houve mais de 62 mil aforradores a participar na operação. A procura total foi de mais de 1.700 milhões de euros e o Estado acabou por se financiar em 1.000 milhões de euros, o valor pretendido para esta emissão.

A taxa mínima oferecida na operação destes títulos, que têm um prazo de sete anos, é de 1%. A essa taxa pode acrescer o valor da Euribor a seis meses, quando esta regressar a valores positivos. Foi a remuneração mais baixa oferecida em todas as emissões destes instrumentos financeiros, que foram lançados no primeiro semestre de 2016.

Apesar do valor da procura ter ficado bem acima do objetivo da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), o número de investidores a participar na operação foi dos mais baixos de sempre. Apenas na OTRV de maio de 2016, houve um número inferior de investidores a participar na operação. Na última operação deste tipo, que tinha sido feita no final de 2017 a oferta contou com mais de 74 mil investidores, com uma procura total de cerca de 1.800 milhões.

OTRV

Além de impostos, as OTRV têm ainda custos com comissões bancárias, o que para investimentos mais pequenos pode resultar em retornos nulos ou mesmo negativos para os investidores. Desde que lançou este produto, o Tesouro tem realizado três emissões por ano. Em 2018, esta oferta de julho foi a primeira. Nas sete operações de financiamento via OTRV o Estado já obteve um financiamento total de 7.950 milhões de euros.

Atualizada às 17:47

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