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OPEP. Arábia Saudita promete não inundar o mercado com petróleo

O novo ministro com a pasta da energia, incluindo petróleo, Khalid al-Falih Foto: REUTERS Hamad I Mohammed
O novo ministro com a pasta da energia, incluindo petróleo, Khalid al-Falih Foto: REUTERS Hamad I Mohammed

Novo ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Jalid al Falih, assegurou que o país procura a estabilidade do mercado e não quer um 'choque' petrolífero

Será que a Arábia Saudita vai ceder e perder o braço-de-ferro com o Irão? Pelas palavras do novo ministro do Petróleo da Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo da OPEP poderá estar a mudar o argumento.

Além de desfazer os receios quanto a uma possível intenção de aumentar a produção, a Arábia Saudita poderá intervir no mercado – depois de dois anos sem tomar qualquer medida e deixando os preços afundarem – e avançar com a proposta de fixar um limite máximo de produção do cartel.

“Vamos ser cautelosos na nossa intervenção e ter a certeza que não provocamos um choque petrolífero”, afirmou Kalid Al Falih. O ministro salientou ainda que “não existe qualquer razão para acreditar que a Arábia Saudita vai avançar com uma campanha de inundar o mercado com petróleo”, colocando mais barris de ouro negro.

Antes do arranque oficial da reunião da OPEP, que decorre hoje em Viena, o responsável sublinhou que “faremos o que for necessário” quanto a um possível limite máximo de produção do cartel e acrescentou que estará atento ao que o rival Irão propor durante a reunião.

Dado como muito pouco provável, a acontecer um acordo entre a Arábia Saudita e o Irão irá surpreender o mercado, uma vez que nas reuniões anteriores do cartel têm sido bem visíveis os pontos de vista antagónicos dos dois produtores. Se Riade não quer perder quota de mercado e continua intransigente na sua política de defender a quota de mercado, já Teerão, a quem foram levantadas as sanções económicas em janeiro passado, não só não tem qualquer intenção de congelar a produção, como quer aumentá-la nos próximos meses.

“Acredito que os mercados devem impor os preços. Não acredito que haja quem quer que seja que possa fazê-lo. Os preços subiram demasiado e também baixaram demasiado e estiveram muito tempo num nível demasiado baixo”, defendeu o ministro saudita.

Para Kalid Al Falih, “agora os preços estão em alta e acredito que atingirão um nível moderado para permitir o investimento”.

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