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OPEP confia no equilíbrio do mercado mesmo após aumento da produção em outubro

Fotografia: Andy Buchanan / Reuters
Fotografia: Andy Buchanan / Reuters

Para este excesso de oferta contribuíram tanto os 14 sócios da OPEP como os produtores que não fazem parte da organização

A OPEP confia que o desequilíbrio entre a oferta e a procura vá desaparecendo no futuro, mesmo depois da produção de petróleo ter continuado a aumentar em outubro, precisamente quando os grandes produtores aumentaram os contactos para reduzir excesso.

No relatório de novembro sobre a situação do mercado do petróleo, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) sublinha que o fornecimento mundial de petróleo em outubro atingiu 96,32 milhões de barris por dia, mais 1% do que em setembro e acima da procura estimada.

Para este excesso de oferta contribuíram tanto os 14 sócios da OPEP como os produtores que não fazem parte da organização.

Segundo as fontes secundárias mencionadas pela OPEP, o grupo produziu mais 0,7% em outubro, mesmo depois de no mês anterior ter alcançado um princípio de acordo para congelar ou reduzir a oferta e assim conseguir subir os preços, atingidos desde há dois anos pelo excesso de oferta.

Um acordo que se espera que comece a concretizar-se com números na próxima reunião da OPEP de 30 de novembro em Viena. Mesmo assim, a OPEP confia que o desequilíbrio entre a oferta e a procura vá desaparecendo no futuro.

Segundo os cálculos da OPEP, o excesso de oferta – que em 2015 foi de cerca de dois milhões de barris por dia – caiu para 270.000 barris por dia no terceiro trimestre de 2016.

Para 2017, a OPEP prevê uma procura de 95,55 milhões de barris por dia e que a contribuição dos competidores e outros hidrocarbonetos não convencionais seja de 62,86 milhões de barris por dia.

A diferença, de 32,69 milhões de barris por dia, que ficaria para ser coberta pela OPEP, coincide exatamente com a previsão da procura que o grupo calcula para o petróleo da OPEP em 2017, ou seja o equilíbrio entre a procura e a oferta.

No relatório, a OPEP assegura que este ano as reservas de petróleo cresceram mais lentamente devido a “um aumento mais lento dos fornecimentos”.

Assim, os inventários seriam atualmente de cerca de 304 milhões de barris no conjunto de países mais industrializados (OCDE), contra 350 milhões de barris no ano passado.

Segundo a OPEP, “os ajustamentos no fornecimento, tanto da OPEP como dos não OPEP, vai acelerar a diminuição do considerável excedente das reservas mundiais de petróleo e vai ajudar a antecipar o reequilíbrio do mercado”.

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