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OPEP contraria Trump e vai cortar na produção de petróleo

Reunião da OPEP

Preços do petróleo disparam mais de 5%. Produção vai cair em mais de 1,2 milhões de barris por dia.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia acordaram em fazer mais um corte coordenado de produção. A decisão apanhou os investidores de surpresa, já que a estimativa era de que houvesse uma redução, mas mais comedida. No total, serão produzidos menos 1,2 milhões de barris por dia. A OPEP vai produzir menos 800 mil barris diários e a Rússia e outros países vão cortar em 400 mil barris, segundo a Reuters.

O princípio de acordo chegou depois de intensas negociações no seio da OPEP e entre esta entidade e Moscovo. A Arábia Saudita, um dos países mais dominantes no cartel, estava confrontada com um dilema. Ou acordava em mais cortes de produção para sustentar os preços e ajudar os seus cofres públicos ou tentava travar essa opção de forma a agradar aos EUA. Isto numa altura em que Riade e o príncipe herdeiro Mohammad bin Salman enfrentam pressões diplomáticas devido ao caso do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.
Nos últimos meses Donald Trump tem avisado a OPEP de que tem de manter os preços em níveis baixos. Na passada quarta-feira, dia do início da reunião dos países produtores de petróleo, o presidente americano disse esperar que “a OPEP mantivesse o fluxo de petróleo sem restrições”. Acrescentou que “o mundo não quer, nem precisa, de ver preços mais altos do petróleo”.


Mas a OPEP e a Rússia contrariaram as pretensões de Trump. Após o anúncio dos cortes de produção, os preços do petróleo dispararam. O Brent, que serve como referência para as importações portuguesas, avança quase 5% para mais de 63 dólares. E o West Texas Intermediate negociado em Nova Iorque valoriza mais de 4% para 53,70 dólares.

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