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Os cinco receios que estão a causar a queda das bolsas

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Bolsas mundiais encaminham-se para o pior ano desde 2008. O que está a preocupar os investidores?

Bancos centrais em retirada

Depois das injeções de liquidez no sistema financeiro e dos juros em mínimos, os bancos centrais mundiais querem retirar esses estímulos. Habituados a essas ajudas, os mercados podem reagir negativamente, como ficou demonstrado com a subida de juros este mês por parte da Reserva Federal dos EUA.

Economia a perder gás

O ciclo de subida das taxas por parte dos bancos centrais acontece numa fase em que os investidores temem que o crescimento global esteja a desacelerar. Há mesmo investidores a temer que possa existir uma recessão e que a economia não está preparada para a normalização das taxas de juro.

Dívida em máximos

O dinheiro grátis e a liquidez quase ilimitada proporcionada pelos bancos centrais nos últimos anos ajudou a dívida a subir. A nível mundial atingiu um novo recorde, um fator de risco numa fase em que se antecipam taxas de juro mais altas.

Guerras comerciais

A guerra comercial entre os EUA e a China arrisca causar danos à economia global. E, dada a imprevisibilidade de Trump, os investidores receiam uma intensificação do conflito que resulte numa guerra comercial global em larga escala.

Riscos geopolíticos

Brexit, ascensão de partidos populistas antieuro, revolta social em França. Os analistas realçam que os riscos geopolíticos estão a aumentar. A BlackRock diz esperar “maior sensibilidade do mercado a riscos geopolíticos”. No passado, os investidores até lidaram de forma tranquila com a materialização de alguns desses riscos. Mas com a desaceleração da economia e o menos apoio dos bancos centrais podem contribuir para uma subida do nervosismo.

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