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Petróleo. OPEP admite prolongar congelamento em 2018

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Ministro do petróleo saudita defende prolongamento do congelamento na produção de petróleo. OPEP reúne em Viena a 25 de maio

O ministro do petróleo da Arábia Saudita acredita que o acordo entre os países produtores de petróleo (OPEP) para cortar a produção e emagrecer o mercado será alargado para a segunda metade deste ano e, possivelmente, para 2018.

Os países parceiros os produtores estão focados em alcançar o objetivo principal: reduzir o stock de petróleo, afirmou Khalid Al-Falih, na conferência asiática de petróleo e gás, citado pela Bloomberg. O responsável garantiu ainda que está “confiante” de que o mercado global de petróleo em breve ficará equilibrado e de regresso a um “estado saudável”.

A subida da produção de petróleo nos Estados Unidos tem levantado preocupações junto dos países da OPEP e dos seus parceiros, que estão com dificuldades em reduzir o excesso da oferta e voltar a aumentar os preços. O ano passado, os países da OPEP acordaram congelar a produção, depois de meses de negociação. Uma nova reunião da OPEP em Viena, no final deste mês, deverá levar a uma extensão do acordo, que arrancou em janeiro, por mais seis meses. Esta é a primeira vez, contudo, que o ministro saudita admite estender o acordo além de 2017.

“Com base nas consultas que temos feito junto dos membros participantes estou bastante confiante de que o acordo será estendido para a segunda metade deste ano e, provavelmente, mais para a frente”, disse Al-Falih. “A coligação de países produtores está focada em fazer o que for necessário para alcançar os seus objetivos e trazer os níveis de reservas para a média de há cinco anos”.

O preço do crude (WTI) subiu 1% para 46,66 dólares por barril enquanto o brent, de referência para a Europa, estava a 49,60 dólares o barril. Os dois estão mais de 50% abaixo do pico de 2014, quando a produção de gás shale nos Estados Unidos levou à maior queda de preços numa geração.

O ministro saudita disse na semana passada que a OPEP e os seus parceiros tinham falhado em atingir as metas de reduzir o petróleo em stock, depois de três meses de produção limitada. Os Emirados Árabes Unidos também defenderam que o acordo se deve estender para a segunda metade do ano para que sejam concretizados os objetivos.

Já a Rússia, que não é membro da OPEP mas faz parte do acordo, concorda com esta visão de prolongar o corte. A OPEP vai reunir a 25 de maio em Viena para decidir se prolonga ou não o acordo além de junho.

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