banca espanhola

Popular gera “pânico”. Liberbank cai 42% em dez dias

Santander absorveu Banco Popular. Fotografia: REUTERS/Juan Medina
Santander absorveu Banco Popular. Fotografia: REUTERS/Juan Medina

A venda do banco Popular ao Santander por um euro gerou o “pânico” entre os investidores do setor financeiro. Será o Liberbank o próximo a cair?

Em Espanha ainda se fazem as contas ao resgate do Popular e já há mais um banco na roda dos aflitos. O Liberbank, a sétima maior instituição financeira espanhola, perdeu quase metade do valor em bolsa em apenas dez dias.

O banco, que concentra cerca de 2% dos depósitos em Espanha, fechou a sessão de ontem com uma capitalização bolsista de 768 milhões de euros, com cada ação a valer 0,68 euros. O desfecho da crise no banco Popular, com a instituição a ser vendida por um euro ao Santander e a imputar perdas totais aos acionistas, está a gerar ondas de pânico no setor financeiro em Espanha.

“A reação que o Liberbank está a ter é de claro pânico pelo receio de seguir o mesmo caminho que o Popular. Mesmo que não venha a ter igual desfecho, o normal é o acionista tradicional preferir realocar o seu investimento noutro ativo mais seguro”, destaca Tiago da Costa Cardoso, gestor da corretora XTB. O analista considera, porém, que o Liberbank deverá escapar ao destino do Popular porque “o regulador espanhol está mais alerta para este tipo de atividade”.

Os responsáveis do Liberbank, que nasceu em 2011 como resultado da fusão de três caixas económicas, garantiram ontem que não há fuga de depósitos e que o banco tem uma posição de liquidez confortável. Ainda assim, os analistas acreditam que a cadeia do contágio pode não ficar por aqui. “Alguns nomes italianos continuam a ser acompanhados com atenção pelos investidores”, destaca a equipa de analistas da Patris. E Portugal, está a salvo?

“Em Portugal a atenção deverá estar no BCP, embora seja preciso não esquecer que o banco realizou um aumento de capital 1,3 mil milhões de euros no início do ano, o que colocou os rácios de capital num nível mais em linha com a média do setor, sendo que os trimestres mais recentes deram também sinais encorajadores em termos de redução no crédito vencido em direção às metas do banco”, concluem os analistas da Patris.

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