Portugal com menos cotadas entre as maiores do mundo

Estados Unidos são o país com mais empresas, mas companhias chinesas dominam o pódio

Basta apenas uma mão para contar as empresas nacionais cotadas entre as maiores do mundo. Portugal voltou a contar com menos companhias no ranking da Forbes "Global 2000", que reúne as duas mil maiores empresas em bolsa. A EDP, apesar de ter perdido 46 lugares, mantém-se como líder entre as empresas portuguesas. Está no lugar 437.

A elétrica portuguesa é que reúne a maior combinação entre receitas, lucros, ativos e capitalização bolsista, os quatro critérios estabelecidos pela publicação norte-americana para determinar as duas mil maiores cotadas em todo o mundo.

É preciso descer mais de 500 lugares para encontrar a segunda maior empresa portuguesa. A Galp Energia melhorou seis posições entre o ranking de 2015 e de 2016. Ocupa a posição 1 033. A Jerónimo Martins fecha o pódio nacional e encurtou distância para a petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva. A dona do Pingo Doce está no lugar 1 089. No ano passado, ocupava a posição 1 229, de acordo com as contas da Forbes.

BCP e BPI são as últimas duas presenças de Portugal no "Global 2000". O banco liderado por Nuno Amado ocupa o lugar 1 524, praticamente cem posições abaixo do registado em 2015 (1 439). A instituição liderada por Fernando Ulrich também registou uma quebra nesta tabela, embora menos acentuada. Recuou 22 posições, ocupando o lugar 1 712. O Caixa Económica Montepio Geral é a 'baixa' da edição de 2016 do ranking da Forbes. No ano passado situava-se no lugar 1 958.

Entre as empresas internacionais, destaque para a Vinci, a dona da ANA - Aeroportos, que ocupa a posição 162. No caso das empresas chinesas presentes em Portugal, a Haitong, que comprou o antigo BESI, está no lugar 334, tendo ultrapassado a Fosun, a dona da Fidelidade, que controla a Luz Saúde. O conglomerado chinês liderado por Guo Guangchang está na posição 434. Em 2015, a Fosun ocupava o lugar 536, à frente da Haitong, que estava na posição 606.

Nota ainda para a Hainan Airlines (HNA), que está na posição 1 257. A companhia aérea chinesa pertence ao capital da TAP, de forma indireta, graças à participação no consórcio Atlantic Gateway, de David Neeleman e Humberto Pedrosa, que está nos 7% mas que poderá chegar aos 20%.

Chineses dominam pódio mundial

Industrial and Commercial Bank of China, China Construction Bank e Agricultural Bank of China. Estas voltam a ser as três empresas cotadas que ocupam o pódio deste ranking da Forbes, tal como aconteceu em 2015. Mas quando saímos dos três primeiros lugares, o restante top-10 está recheado de mudanças.

Entre as subidas, destaque para a holding de Warren Buffett, a Berkshire Hathaway, que está em quarto lugar, seguida pelo JPMorgan. São as duas maiores empresas dos Estados Unidos nesta tabela. Nas descidas, nota para o Bank of China, que passou da quarta para a sexta posição, e a petrolífera ExxonMobil, a nona maior cotada do mundo (estava em sétimo lugar em 2015).

Apple, em oitavo lugar, e Toyota, a fechar o top-10, são as duas principais entradas na classificação de 2015.

As cotadas norte-americanas (586) representam mais de um quarto das empresas que surgem nos dados da Forbes, logo seguidos pela China (249), Japão (219), Reino Unido (92) e Coreia do Sul (67). Há mais sete empresas dos EUA e mais 17 companhias da China neste ranking na comparação com 2015.

O "Global 2000" deste ano conta com dados de empresas cotadas de 63 países, que representam 35 biliões de dólares em receitas, 2,4 biliões de dólares de lucros, 162 biliões de dólares em ativos e uma capitalização bolsista de 44 biliões de dólares (menos 8% face a 2015).

Todos os indicadores ficaram mais pequenos no último ano. A desaceleração do crescimento da economia mundial e dos preços das matérias-primas e das bolsas mundiais prejudicaram o comportamento das empresas, justifica a revista Forbes.

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