dívida pública

Portugal emite 1750 milhões em dívida de curto prazo com juros negativos

Cristina Casalinho, presidente do IGCP. (Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens)
Cristina Casalinho, presidente do IGCP. (Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens)

A taxa de juro na emissão a seis meses subiu ligeiramente face ao último leilão comparável

O Tesouro português concluiu esta quarta-feira mais uma emissão de dívida de curto prazo, com as taxas de juro a manterem-se em terreno negativo.

O IGCP realizou dois leilões de Bilhetes do Tesouro, a seis meses e um ano, angariando no total 1750 milhões de euros. O IGCP tinha estabelecido um montante indicativo que oscilava entre os 1500 e os 1750 milhões de euros.

Na emissão a seis meses, que vence a 18 de janeiro do próximo ano, o instituto liderado por Cristina Casalinho colocou 400 milhões de euros e garantiu um juro negativo de 0,339%. No último leilão comparável, realizado em maio, a taxa de juro tinha ficado ligeiramente acima, nos 0,351%. A procura superou 2,4 vezes a oferta.

Já no leilão a 12 meses, com maturidade a 19 de julho de 2019, o Tesouro colocou 1350 milhões de euros a uma taxa negativa de 0,28%. Aqui houve uma descida face ao leilão de maio, que tinha ficado nos 0,27%. A procura foi o dobro da oferta.

Para os analistas, o resultado do leilão foi positivo. “É uma boa notícia para o financiamento do país que recebe juros quando pede emprestado. A procura subiu ligeiramente face aos últimos leilões comparáveis, mas nada de muito relevante. É também natural ter havido mais procura na dívida com o prazo mais longo. O Estado faz bem em aproveitar este período de juros negativos para ir substituindo dívida antiga”, destaca Filipe Silva, Diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa.

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