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Portugal paga menos para se financiar em 950 milhões a 10 e 16 anos

Cristina Casalinho, presidente do IGCP. (Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens)
Cristina Casalinho, presidente do IGCP. (Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens)

O Tesouro financiou-se me 950 milhões de euros na emissão desta quarta-feira. Taxas caíram face às últimas emissões nestes prazos.

Portugal financiou-se perto do montante máximo pretendido no duplo leilão de Obrigações do Tesouro desta quarta-feira. O Tesouro financiou-se em 950 milhões de euros em títulos a 10 e 16 anos, com as taxas de juro a descerem face às últimas operações com prazos semelhantes. O intervalo definido para a operação era de se obter um financiamento de entre 750 milhões e 1000 milhões de euros.

No prazo a dez anos foram colocados 650 milhões de euros, com uma taxa de 1,727%, abaixo dos 1,919% registados na última operação comparável realizada há cerca de um mês. A procura foi o dobro do valor colocado. Ainda assim, a taxa dessa quarta-feira ficou acima dos 1,67% conseguidos a dez anos em maio, naquela que foi a operação com o juro mais baixo de sempre nesta maturidade.

Já nas Obrigações do Tesouro com maturidade em 2034 foram colocados 300 milhões de euros. Portugal financiou-se neste prazo com um juro de 2,257%. Esta linha tinha sido lançada em abril através de uma emissão sindicada. Na altura os investidores exigiram uma taxa de 2,325%.

Com a emissão desta quarta-feira, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública eleva para cerca de 13 mil milhões de euros o valor obtido em Obrigações do Tesouro, a principal fonte de financiamento do Estado. Ultrapassa 85% do objetivo para a totalidade do ano. Em 2018, a agência liderada por Cristina Casalinho prevê que o país precise de 15 mil milhões de euros em dívida de médio e longo prazo.

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