OPEP

Preço do petróleo em máximos de julho de 2015

O preço da matéria-prima mais do que duplicou em relação ao período homólogo

O preço médio do barril de petróleo foi de 52,4 dólares em janeiro. Segundo o relatório mensal da Organização de Países Produtores de Petróleo, o valor do ouro negro no primeiro mês de 2017 subiu 1,4% em relação a dezembro e foi o mais elevado em mais de um ano e meio. É preciso recuar a julho de 2015 para observar uma média semelhante.

O preço da matéria-prima mais do que duplicou em relação ao período homólogo, quando o petróleo cotava nos 25,9 dólares por barril.

Um dólar mais fraco e a redução das reservas foram alguns dos fatores que impulsionaram a subida dos preços, segundo a OPEP. Mas foi o corte da produção nos países do cartel e em alguns produtores que não fazem parte da OPEP, na sequência do acordo de novembro do ano passado, que continuou a ter um papel decisivo na recuperação da matéria-prima.

A desequilibrar a balança, destaca a organização, esteve a produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos, onde se registou um aumento.

O aumento da procura pela matéria-prima em 2016 foi de 1,32 milhões de barris por dia, um número revisto em alta em 70 mil barris graças aos dados económicos dos países europeus e asiáticos da OCDE, que ficaram “acima do esperado”. O consumo total de petróleo em 2016 ficou nos 94,62 milhões de barris diários.

Para este ano a OPEP também reviu o aumento da procura em alta, em 35 mil barris, “devido ao tempo mais frio e às boas vendas de automóveis nos países europeus da OCDE”, explica o cartel. A procura para 2017 está agora estimada em 95,81 milhões de barris diários.

Já a oferta caiu 1,29 milhões de barris em janeiro, face ao mês anterior, para uma média de 95,75 milhões de barris. Nos países da OPEP foram produzidos menos 890 mil barris para uma média de 32,14 milhões de unidades diárias. Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos foram os países que mais contribuíram para o corte.

“O relatório divulgado sobre os cortes de produção da OPEP mostram um alcance de 90% dos objetivos, o que à primeira vista é um sinal positivo para a credibilidade do acordo. No entanto, o corte de 116% da Arábia Saudita, facto que permitiu o sucesso global, leva-nos a acreditar na heterogeneidade de interesses no seio da OPEP. Não será sustentável que seja a Arábia Saudita a continuar a suportar o acordo, pelo que será de esperar uma diminuição dos cortes futuros”, sublinha Henrique Romão Dias, gestor da corretora XTB, numa nota de análise enviada esta segunda-feira.

Na Nigéria, Líbia e Irão verificou-se o inverso, com um aumento da produção. No total, a OPEP contribuiu em janeiro com 33,5% para a produção global de petróleo, menos 0,5% face a dezembro.

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