Política Monetária

Promessa de juros mínimos até ao verão de 2019 ajuda taxas da dívida

Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach
Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach

Mario Draghi comprometeu-se a manter as taxas de juros em mínimos históricos até, pelo menos, ao verão do próximo ano.

O BCE indicou que o programa de compras de ativos termina no final do ano. Esse cenário era já esperado pelos mercados. E apesar do fim do programa sinalizar um banco central menos interventivo, a promessa feita por Mario Draghi de que as taxas de referência vão continuar em mínimos históricos ajudaram a baixar os juros da dívida e o euro.

A taxa da dívida portuguesa a dez anos, por exemplo, esteve a negociar em 1,99% antes das decisões do BCE. Os investidores pedem agora 1,93% para deter Obrigações do Tesouro nessa maturidade. Já o euro baixou da fasquia de 1,17 dólares. Chegou a negociar esta manhã em 1,185 dólares.

“O Conselho do BCE espera que as taxas de juro diretoras do BCE se mantenham nos níveis atuais, pelo menos, até ao final do verão de 2019 e, em qualquer caso, enquanto for necessário para assegurar que a evolução da inflação permanece alinhada com as atuais expectativas de uma trajetória de ajustamento sustentada”, assegurou o banco central no comunicado da decisão de política monetária desta quinta-feira.

A principal taxa de refinanciamento, o preço a que o BCE empresta dinheiro aos bancos, continuará por um período alargado de tempo em 0%. E a taxa que a autoridade monetária fixou para os depósitos que os bancos fazem junto do próprio BCE continuará negativa, em -0,40%. A continuação destas taxas em mínimos históricos ajudará a estimular o crédito e poderá ajudar a travar também subidas significativas da Euribor, que continuam em níveis negativos.

Segundo a Reuters, os dados do mercado mostram que após a reunião, os investidores começaram a colocar travão na expectativa de quando os juros irão subir. A probabilidade atribuída a uma subida de juros até julho do próximo ano baixou de 80% para 30% após o anúncio do BCE.

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