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PSI 20 perdeu 5,5% do valor. Pharol é a que mais cai

Pharol perde metade do seu valor. Jerónimo Martins tem o segundo melhor desempenho do índice europeu e ganha quase 20% no primeiro trimestre.

O PSI 20 perdeu 5,5% do seu valor no primeiro trimestre, “acompanhando a tendência europeia e também global”, segundo o “Boletim de Economia e Mercados Financeiros”divulgado hoje pela Associação Portuguesa de Bancos (APB).

Segundo o relatório da APB o trimestre foi marcado”por alterações à composição do índice, com a entrada de 3 títulos (Sonae Capital, Corticeira Amorim e as unidades de participação do Fundo de Participação da Caixa Económica Montepio Geral) e a saída dos títulos da Teixeira Duarte e da Impresa”.

Apesar do desempenho negativo do PSI 20, quatro títulos registaram ganhos trimestrais superiores a 10% – Sonae Capital, Corticeira Amorim, BPI e Jerónimo Martins.

A Jerónimo Martins registou o segundo melhor desempenho do índice de referência europeu, o Euronext 100, diz a APB. A retalhista ganhou 19,9% no primeiro trimestre em bolsa. À sua frente só ficou a Arcelor Mittal.

O título com pior desempenho no primeiro trimestre é a Pharol, que perdeu metade do seu valor (uma queda de 50,6%). Segue-se o BCP que, no final de março, tinha desvalorizado 27%. Se contabilizarmos as quedas das últimas sessões o BCP já perdeu mais de metade do seu valor em bolsa. Na sessão desta segunda-feira esteve já a cair quase 8% (e já tocou num novo mínimo histórico, de 0,0222 euros), tendo perdido 54% do seu valor desde o início do ano.

O Montepio também perdeu 11,3% no primeiro trimestre, enquanto o BPI, em sentido inverso, valorizou quase 15%. Feitas as contas, o sector bancário perdeu 47,8% no primeiro trimestre, segundo a APB. Mas não foi só em Portugal que este índice registou uma queda.

“O sector bancário internacional esteve pressionado pela sua exposição aos países emergentes e às matérias-primas, que têm tido performances negativas, bem como à crescente preocupação, dos investidores, em relação ao efeito do atual ambiente de taxas de juro negativas na rentabilidade dos bancos. Isto resultou em desempenhos negativos dos principais sub-índices acionistas que cobrem o sector bancário, ao qual o português não foi exceção”, explica a APB.

A quase totalidade dos principais índices acionistas registou perdas no primeiro trimestre de 2016. “Apesar do efeito positivo da ação do Banco Central Europeu (BCE), a rendibilidade da classe encontrou-se condicionada pela divulgação de indicadores económicos desapontantes na Europa, bem como pela revisão em baixa das expetativas de lucros empresariais”, diz a APB.

Além disso, os índices estão a ser afetados desde o início do ano por elevada volatilidade, devido à evolução do preço do petróleo e tensão em torno de um acordo na OPEP e às perspetivas de abrandamento da economia chinesa, que preocupam os investidores, com impacto não só nas praças europeias como também nas restantes bolsas mundiais.

As praças asiáticas têm sofrido com estes dois efeitos, com o Nikkei a cair 11,3% e a bolsa de Xangai a desvalorizar mais de 15% no primeiro trimestre. “Na Europa, os índices Euronext 100 e o Stoxx 600 saíram também penalizados, perdendo 4,3% e 7%”, diz a APB.

Em tendência contrária estiveram os índices americanos Dow Jones e S&P 500, bem como a praça britânica FTSE 100 (+2,2%, +1,3% e +0,1%, respetivamente). “Na perspetiva temporal a 12 meses, as praças americanas contrariam a tendência global, sendo as únicas com retorno positivo, embora reduzido”, conclui a APB.

A economia americana está com melhores indicadores do que o esperado inicialmente e a Reserva Federal Norte-Americana poderá subir as taxas de juro já em junho, depois de vários adiamentos nesta revisão devido aos receios com o abrandamento da economia global.

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