PSI20 segue positivo com BCP a avançar perto de 3%

As expectativas de uma estabilização da pandemia de covid-19 estão animar os investidores. Bolsas europeias no verde.

A bolsa de Lisboa seguia hoje positiva, mantendo a tendência da abertura, entre uma Europa que melhorou o seu sentimento durante o fim de semana, com as ações do BCP a subirem perto de 3%.

Na sexta-feira, o principal índice da bolsa de Lisboa, o PSI20, recuou 0,52% para 3.972,71 pontos, com o BCP a liderar as descidas pelo segundo dia consecutivo e a perder no final da sessão 5,21%.

Hoje, pelas 08:55, o principal índice de referência, o PSI20, avançava 0,80% para 4.004,63 pontos, com 13 títulos dos 18 que o compõem a negociarem positivos, três negativos e dois inalterados.

Do lado dos ganhos, as ações da Mota-Engil e da Sonae SGPS eram as que mais subiam, ao avançarem 4,44% e 4,07% para 1,13 euros e 0,63 euros, respetivamente.

Os títulos do BCP seguiam em alta de 2,69% para 0,09 euros e os da Jerónimo Martins avançavam 0,50% para 16,18 euros.

Do lado das perdas, a EDP Renováveis e a EDP eram as ações que mais caíam, com recuos de 0,58% para 10,36 euros e 0,34% para 3,54 euros.

As ações da Galp seguiam igualmente em baixa de 0,24% para 10,34 euros.

Lisboa seguia a negociar entre uma Europa que estava hoje em alta, esperançada numa queda do número de contagiados por covid-19 em Itália e em Espanha.

Nos Estados Unidos, atual epicentro da pandemia, as autoridades advertiram que esta semana poderia ser a mais dura da pandemia, ainda que depois esperem uma estabilização.

Na China, foco inicial da pandemia, o número de contagiados "ativos" é de 1.299, pela primeira vez abaixo dos 1.300 desde janeiro.

Hoje os investidores também vão estar pendentes da evolução do preço do petróleo depois da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus 10 aliados liderados pela Rússia terem adiado para 09 de abril a reunião de urgência prevista para hoje para negociar uma redução da produção de 10 milhões de barris por dia perante o colapso dos preços do petróleo.

Perante a guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou no domingo que agravaria com um imposto o petróleo estrangeiro se os dois países não alcançassem um acordo.

A nível cambial, o euro abriu hoje em alta no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,0815 dólares, contra 1,0801 dólares na sexta-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em junho abriu hoje em baixa, a cotar-se a 33,65 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, contra 34,11 dólares na sexta-feira e o mínimo de 24,74 dólares em 01 de abril.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 664 mil infetados e mais de 49 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 15.887 óbitos em 128.948 casos confirmados até hoje.

Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 12.418, entre 130.759 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos, com 9.610 mortos, são o que contabiliza mais infetados (336.550).

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.708 casos e regista 3.331 mortes. As autoridades chinesas anunciaram hoje 39 novos casos, 38 oriundos do exterior e apenas uma morte.

Além de Itália, Espanha, Estados Unidos e China, os países mais afetados são França, com 8.078 mortos (92.839 casos), Reino Unido, com 4.934 mortos (47.806 casos), Irão, com 3.603 mortos (58.226 casos), e Alemanha, com 1.342 mortes (91.714 casos).

A pandemia afeta já 51 dos 55 países e territórios africanos, com mais de 8.500 infeções e mais de 360 mortes, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC). São Tomé e Príncipe permanece como o único país lusófono sem registo de infeção.

Em Portugal, segundo o balanço feito no domingo pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

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