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Raize quer entrar na bolsa portuguesa em 2018

Plataforma de empréstimos coletivos recorre a mercados alternativos da Euronext para alargar base de acionistas

Há uma candidata a entrar na bolsa portuguesa em 2018. A Raize, plataforma de empréstimos coletivos, já está a preparar a candidatura para poder integrar o mercado de capitais num dos índices alternativos da Euronext, a entidade que gere a bolsa de Lisboa, explica José Maria Rego, cofundador. O principal objetivo é alargar o número de acionistas.

“A Raize está totalmente preparada para este novo desafio, tanto ao nível do modelo de negócio como da capacidade de cumprimento de todos os requisitos” assinala José Maria Rego, em nota enviada às redações esta quarta-feira.

A plataforma portuguesa vai recorrer ao índice Euronext Access+ ou Growth, que têm menores exigências de informação em comparação com o índice geral (PSI). Como a colocação em bolsa será feita por menos de cinco milhões de euros, a operação não está sujeita à aprovação de prospeto por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No nível Access+, a empresa tem de encontrar um intermediário financeiro, apresentar os relatórios financeiros dos últimos dois anos, comprometer-se a comunicar regularmente com o mercado e ter pelo menos um milhão de euros de capital disperso (free float). Isto pode ajudar, por exemplo, a determinar a avaliação da empresa ou a facilitar uma eventual venda das posições dos acionistas.

O Euronext Growth destina-se sobretudo a pequenas e médias empresas: têm de ter os relatórios financeiros auditados dos últimos dois anos, a empresa tem de encontrar um intermediário financeiro, e tem de ter capital disperso de pelo menos 2,5 milhões de euros.

Os índices alternativos da Euronext facilitam a entrada de startups e pequenas e médias empresas no mercado de capitais.

Atualmente, a Raize conta como investidores as holdings SIMUM, PARTAC e a Parinama, ligadas às famílias Champalimaud e Salvador Caetano; e o investidor particular Luís Delgado, ex-dono da revista Time Out em Portugal, e que está a negociar a compra de praticamente todas as revistas do grupo Impresa

Com a entrada em bolsa, a Raize passará também a ser supervisionada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Como instituição de pagamentos, a plataforma fundada em 2012 já é supervisionada pelo Banco de Portugal.

A Raize já realizou mais de 500 operações de financiamento junto de micro e pequenas empresas com um valor total superior a 10 milhões de euros e tem atualmente mais de 14 mil investidores.

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