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Ryanair corta as previsões de lucros para 2019

(REUTERS/Clodagh Kilcoyne)
(REUTERS/Clodagh Kilcoyne)

A companhia aérea de baixo custo reviu em baixa as previsões de lucros para o próximo ano. As ações estão em queda acentuada.

A companhia aérea Ryanair reviu em baixa as previsões de lucros para 2019. A transportadora antecipa agora que os lucros para a totalidade do próximo ano – excluindo a Laudamotion – fiquem entre 1,10 mil milhões de euros e 1,20 mil milhões de euros, de acordo com o comunicado enviado às redações. Anteriormente, a companhia aérea liderada por Michael O’Leary antecipava um resultado líquido entre os 1,25 mil milhões de euros e os 1,35 mil milhões de euros.

A justificar esta revisão está nomeadamente a subida dos preços dos petróleo, bem como um tráfego menor e uma quebra na venda de bilhetes registada em setembro fruto da greve de dois dias dos pilotos e tripulação de cabine na Alemanha, Holanda, Bélgica, Espanha e Portugal. Além disso, a companhia acredita que no terceiro trimestre vai ter uma queda nas reservas para os próximos meses – em especial para férias escolares e para o Natal – devido aos receios de mais greves no futuro próximo.

Michael O’Leary, em comunicado, sublinha que “apesar de termos gerido com sucesso cinco greves” durante o verão, as duas greves recentes dos pilotos e tripulação de cabine em cinco países “afetou os números dos passageiros (através do cancelamento de voos)” e as reservas. “Embora lamentemos estas perturbações, nos dias de greve operamos mais de 90%” dos voos previstos.

Perante este cenário, a empresa, disse, “decidiu reduzir a nossa capacidade para o inverno (em 1%) para responder à quebra dos bilhetes, preços do petróleo mais elevados e custos mais elevados para o ambiente”.

O mercado está já a reagir a este anúncio. As ações da Ryanair recuam na bolsa de Dublin 8,8% para 11,97 euros, de acordo com a Bloomberg. A capitalização bolsista da companhia ascende a quase 14,9 mil milhões de euros.

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