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Science4you cancela operação de entrada em bolsa

Miguel Pina Martins, CEO of Science4You, poses for a portrait at the factory in Lisbon, Portugal, December 11, 2018. Picture taken December 11, 2018.  REUTERS/Rafael Marchante
Miguel Pina Martins, CEO of Science4You, poses for a portrait at the factory in Lisbon, Portugal, December 11, 2018. Picture taken December 11, 2018. REUTERS/Rafael Marchante

A Science4you decidiu cancelar a operação para entrar em bolsa. A fraca procura terá ditado o abandono da operação.

A Science4you, empresa portuguesa de brinquedos didáticos, decidiu cancelar a operação para entrar em bolsa. A fraca procura travou a operação. “A Science4you, S.A. (a “Sociedade”) informa que relativamente à oferta pública de venda de até 2.755.102 ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal, e de subscrição de até 3.367.346 ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal, representativas, respetivamente, de 19,85% e de 24,26% do capital social da Sociedade, após aumento, pressupondo a integral subscrição (a “Oferta”), considerando que na presente data não está verificada a condição a que a Oferta se encontra sujeita, a Sociedade decidiu não formalizar o contrato de liquidez a que é feita referência na adenda ao prospeto da Oferta aprovada em 14 de dezembro de 2018”, pode ler-se no comunicado presente na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Em virtude da divulgação de segunda adenda ao Prospeto, as ordens entretanto transmitidas poderão ser revogadas até ao termo do período de aceitação da Oferta”.

A companhia liderada por Miguel Pina Martins anunciou o objetivo de dispersar o seu capital em bolsa em novembro do ano passado, em pleno Web Summit. Em meados de dezembro, altura em que a operação devia estar concluída, a empresa pediu um alargamento do prazo da oferta pública até fevereiro e anunciou um plano para garantir liquidez aos títulos.

Na altura, ao Dinheiro Vivo, o CEO da empresa dizia que “não desistimos à primeira”, não tendo baixado os braços perante o iminente fracasso da estreia da empresa em bolsa, que estava prevista para 21 de dezembro. Pediu autorização ao regulador do mercado para prolongar o prazo da oferta e anunciou um plano para garantir liquidez aos títulos.

O objetivo da empresa com esta operação era obter financiamento para apostar na área de comércio eletrónico. São acionistas da empresa o Millennium Fundo de Capitalização, com 28,18% do capital, Miguel Martins, com 27,24%, e a Portugal Ventures, que através de diversos veículos detém 34,88%.

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