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Sonae. Entrada em bolsa do negócio de retalho alimentar ainda este ano

Luís Moutinho, Ceo da Sonae MC
Luís Moutinho, Ceo da Sonae MC

A Sonae SGPS prevê que a operação ocorra no último trimestre deste ano.

A Sonae SGPS anunciou esta quarta-feira a intenção de admitir à negociação na bolsa de Lisboa as ações da Sonae MC, estimando que a operação ocorra no último trimestre deste ano.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae SGPS anuncia “a sua intenção de proceder ao lançamento de oferta inicial e admissão à negociação do seu negócio de retalho alimentar, Sonae MC”.

A Sonae MC, segundo o comunicado, “pretende solicitar a admissão à negociação das ações na Euronext Lisbon e, sujeita às aprovações necessárias e condições de mercado favoráveis, é expectável que a admissão à negociação ocorra no último trimestre de 2018”.

A Sonae SGPS afirma que “prevê oferecer uma participação minoritária a investidores não qualificados e qualificados, mantendo-se o acionista de referência da Sonae MC”.

É expectável que a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) seja “uma oferta exclusivamente secundária das ações existentes da sociedade, indiretamente, detidas pela Sonae SGPS (através da sua subsidiária Sonaecenter Serviços, S.A.), a qual pretende manter uma posição acionista maioritária na Sonae MC, tendo como objetivo atingir um ‘free-float’ [ações em negociação em bolsa] mínimo de aproximadamente 25%”, lê-se no comunicado.

A operação, que estará sujeita às condições de mercado e à obtenção das autorizações regulatórias, deve ser composta por uma oferta pública a investidores qualificados e não qualificados em Portugal (oferta de retalho) e uma oferta particular internacional a certos investidores institucionais (oferta institucional), incluindo a investidores institucionais qualificados (‘qualified institutional buyers’).

De acordo com a informação no comunicado hoje divulgado, a Sonae MC “é o maior operador de retalho alimentar em Portugal, com uma quota de mercado de 21,9%”, com uma rede que abrange 567 lojas de retalho alimentar e 487 lojas de formatos adjacentes localizadas em áreas ‘premium’.

A Sonae MC aumentou o seu volume de negócios de 3.637 milhões de euros em 2015 para 4.055 milhões em 2017, o que representa uma taxa média anual de crescimento de 5,6% neste período, segundo a mesma fonte.

Para o copresidente executivo da Sonae SGPS Ângelo Paupério, citado no comunicado, esta operação “é mais um passo que demonstra a capacidade do grupo para criar valor para os acionistas e conceder às sociedades do seu portefólio a independência necessária para continuar a cumprir as suas ambições de crescimento”.

“Acreditamos que o IPO marca o início de uma nova e importante etapa na nossa história da Sonae MC e estamos ansiosos por alavancar as oportunidades de crescimento que temos pela frente”, afirmou, por sua vez, o presidente executivo da Sonae MC, Luís Moutinho.

A Sonae MC integra os hipermercados Continente, os supermercados de conveniência Continente Modelo e Continente Bom dia, as lojas Meu Super, as cafetarias e restaurantes Bom Bocado e Bagga e os supermercados Go Natural.

Integra ainda a Make Notes, Note! (livraria/papelaria), a ZU (produtos e serviços para cães e gatos), a Well’s (saúde, bem-estar e ótica) e a Dr. Well’s (clínicas medicina dentária e medicina estética), segundo a informação disponível na página da Sonae na internet.

No dia 15 de março, o copresidente executivo do grupo Paulo Azevedo afirmou que a Sonae admitia vir a cotar em bolsa o negócio do retalho, respondendo assim ao interesse demonstrado pelo mercado, mas mantendo sempre uma participação maioritária.

Atualmente, o grupo Sonae tem já cotadas duas empresas no PSI20, o principal índice da bolsa de Lisboa, a Sonae SGPS e a Sonae Capital.

A Modelo Continente chegou a estar cotada, mas saiu de bolsa em 2006.

Notícia atualizada às 9:16 com mais informação.

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