Cimpor

Títulos da Cimpor deixaram de estar cotados em bolsa

Despedimentos não irão afetar as unidades fabris da Cimpor

Comissão do Mercado de Valores Mobiliários aprovou a retirada de bolsa da Cimpor, e já não negoceia em mercado regulamentado.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) aprovou a retirada de bolsa da Cimpor — Cimentos de Portugal, conforme requerido pela empresa detida pelos brasileiros da Camargo Corrêa, e esta quarta-feira já não negoceia em mercado regulamentado.

Em comunicado, a CMVM adianta que a deliberação de deferimento do pedido de perda da qualidade de sociedade aberta da Cimpor foi tomada em reunião do conselho de administração realizada em 26 de setembro, tendo efeitos a esta data, isto é, hoje os títulos já não negoceiam em bolsa.

Segundo explica, o pedido de perda da qualidade de sociedade aberta foi apresentado à CMVM na sequência da mesma ter sido deliberada em assembleia geral de acionistas da Cimpor, realizada a 21 de junho de 2017.

“Para efeitos do cumprimento do disposto no n.º 3 do artigo 27.º do Código dos Valores Mobiliários, a InterCement Austria Holding GmbH [empresa do grupo Camargo Corrêa] obrigou-se a adquirir as ações detidas pelos acionistas que não tenham aprovado a referida deliberação, tendo para o efeito caucionado o respetivo pagamento junto do Haitong Bank, S.A.”, refere.

“O valor global da contrapartida — acrescenta a CMVM – fica disponível pelo prazo de três meses a contar da presente publicação, pelo preço unitário de 0,34 euros por ação”.

A publicação da decisão da CMVM sobre a perda de qualidade de sociedade aberta da Cimpor implica “a imediata exclusão da negociação em mercado regulamentado das ações da sociedade e dos valores mobiliários que dão direito à sua subscrição ou aquisição, ficando vedada a sua readmissão pelo prazo de um ano”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Futebol

O 11 mais valioso da liga não chegava para pagar as obrigações das SAD

Entrevista TSF / Dinheiro Vivo a Henrique Santos.
(Adelino Meireles/ Global Imagens)

Henrique Santos: “Empresas que violam dados não deviam ter aberto portas”

Fonte: Comissão Europeia

“É difícil prever quanto dinheiro irá para os hospitais”

Outros conteúdos GMG
Títulos da Cimpor deixaram de estar cotados em bolsa