Trump pede à Fed que "não cometa outro erro"

O banco central norte-americano prepara-se para aumentar de novo as taxas de juro, apesar de haver sinais de abrandamento do crescimento económico.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pedir à Reserva Federal para que "não cometa outro erro" ao decidir aumentar as taxas de juro pela quarta vez em 2018 esta semana.

"Eu espero que as pessoas na Fed leiam o editorial do Wall Street Journal de hoje antes de cometerem outro erro. Além disso, não deixem que o mercado se torne mais ilíquido do que já está", escreveu Trump na sua conta do Twitter esta terça-feira.

O comité de política monetária da Fed inicia hoje uma reunião de dois dias e o mercado aponta que há mais de 70% de hipóteses de voltar a subir as taxas de juro, apesar de haver sinais de um abrandamento económico. Os investidores vão ainda estar atentos às declarações do presidente da Fed, Jerome Powell, para retirar pistas sobre novas subidas nas taxas de juro nos EUA em 2019.

O editorial do Wall Street Journal de hoje destaca que Jerome Powell tem sinalizado, "ao longo de meses, que a Fed vai aumentar as taxas de juro de novo esta semana, mas sinais económicos e financeiros sugerem que deve fazer uma pausa".

Trump tem criticado a política de subida de taxas de juro nos EUA e ainda ontem voltou a fazê-lo através do Twitter. Em vésperas de uma nova decisão do banco central, Donald Trump lembrou que o dólar está muito forte e que não há inflação. O presidente pediu à Fed que aceite o crescimento económico.

“É incrível que com um dólar muito forte e virtualmente nenhuma inflação, o mundo a explodir à nossa volta, Paris a arder e a China em baixo, a Fed está mesmo a considerar outra subida da taxa de juro. Aceite a Vitória!”, escreveu Donald Trump na sua conta do Twitter.

Bancos como o Goldman Sachs e o J.P.Morgan antecipam que o crescimento da economia norte-americana vai abrandar para abaixo dos 2% no segundo semestre de 2019. Apesar disso, esperam que a Fed aumente quatro vezes as taxas de juro. Alguns economistas apontam já para um cenário de recessão, provavelmente em 2020, ano de eleições presidenciais nos EUA. Para analistas, a reeleição de Donald Trump pode estar nas mãos da Reserva Federal.

As bolsas mundiais enfrentam uma forte onda de vendas devido a receios em torno do crescimento económico mundial, com um abrandamento a poder ser agravado pelo aumento das taxas de juro nos EUA.

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