Bolsa

Wall Street quebra com tensão entre a China e os EUA

(REUTERS/Andrew Kelly)
(REUTERS/Andrew Kelly)

Ordem de Trump para impedir negociações de empresas americanas com as chinesas do TiK Tok ajudam a explicar a perda bolsista.

As bolsas de Wall Street abriram a sessão de hoje em perda, devido às tensões entre os Estados Unidos e a China.

Pelas 15:00 (hora de Lisboa), o índice Dow Jones perdia 0,33% para 27.297,92 pontos, ao passo que o tecnológico Nasdaq recuava 0,05% para 11.102,16 pontos.

O índice alargado Standard and Poor’s 500 (S&P 500) desvalorizava-se em 0,23%, para 3.341,36 pontos.

As tensões estão relacionadas com a assinatura de uma ordem executiva por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a proibir a negociação de empresas do país com as empresas chinesas que detêm as redes sociais TikTok (Bytedance) e WeChat (Tencent).

A praça nova-iorquina abriu assim em perda devido às tensões geopolíticas e pela falta de avanços quanto ao pacote bipartidário de estímulos para a economia do país, pese embora os números do emprego, que cresceu mais que o previsto.

Na quinta-feira, a bolsa nova-iorquina tinha encerrado em alta, graças à força do setor da tecnologia, que levou o Nasdaq a mais um recorde, e aos números semanais do desemprego que saíram menos maus do que esperado.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice tecnológico Nasdaq estabeleceu o seu 32.º recorde do ano, ao fechar nos 11.108,07 pontos, com uma valorização de um por cento.

Este índice voltou a refletir os desempenhos bolsistas de vários dos seus principais integrantes, como a ‘holding’ da Google, a Alphabet, que ganhou 1,75%, a Amazon, que progrediu 0,62%, a Apple, que subiu 3,49%, e a Microsoft, que avançou 1,60%.

Por seu lado, a Facebook ‘disparou’ 6,49%, graças visivelmente ao lançamento hoje realizado nos EUA do Reels, um serviço que permite publicar pequenos vídeos na rede social Instagram, o que funciona de forma similar à popular aplicação TikTok.

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