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Wall Street volta a tremer. Perdas superam os 4%

Wall Street aposta em Portugal

A bolsa de Nova Iorque voltou hoje a encerrar com fortes perdas, após várias sessões tumultuosas que fizeram com que os índices de referência tenham recuado mais de 10% em relação aos máximos de finais de janeiro.

O Dow Jones Industrial Average, que reúne os 30 grandes nomes de Wall Street, perdeu 4,15%, ou seja 1.032,89 pontos, tendo encerrado em 23.860,46 pontos.

Desde o recorde atingido em 26 de janeiro, o Dow Jones já perdeu 10,35%.

O S&P 500, que integra as 500 maiores empresas cotadas nos Estados Unidos, terminou a sessão a recuar 3,75%, para 2.581,00 pontos. Também uma descida de 10,16% em relação a finais de janeiro.

O tecnológico Nasdaq perdeu 3,90%, para 6.777,16 pontos.

“Toda a ebulição que vimos em janeiro desapareceu agora”, afirmou Adam Sarhan, da 50 Park Investment, acrescentando que “o mercado procura uma direção e enquanto nada mudar a tendência é para baixar”.

Após vários meses de euforia bolsista, a descida de Wall Street começou na semana passada, quando os juros das obrigações a dez anos dos Estados Unidos subiram e os investidores começaram a manifestar alguma inquietação com uma possível aceleração da inflação e um possível aumento das taxas de juro mais rápido do que o previsto pelo banco central norte-americano.

Hoje, depois de terem iniciado a sessão perto do equilíbrio, os índices foram perdendo vigor e aceleraram as perdas no final da sessão.

Os investidores mantêm-se atentos aos desenvolvimentos em Washington, onde o Congresso deve votar um acordo alcançado na quarta-feira entre a maioria republicana e a oposição democrata no Senado sobre os montantes dos orçamentos para 2018 e 2019.

“A perspetiva de ver as despesas do Estado aumentarem alimentou o movimento de venda no mercado de dívida”, sublinham analistas da Briefing.

Na quarta-feira, Wall Street já tinha encerrado em terreno negativo, mas com perdas mais ligeiras, depois dos ganhos de terça-feira e da forte descida de segunda-feira.

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