A inovação empresarial constrói-se com igualdade

Num mercado de trabalho que junta colaboradores com quarenta anos de casa e jovens recém-formados, é preciso garantir que todos têm acesso às mesmas oportunidades.

Recrutamento. Para alguns colaboradores é algo que já aconteceu há tantos anos que não esperam vir a passar por ele de novo. Para outros, um passado muito recente. Já para as empresas, é nesta fase que definem as cores com que querem pintar as suas equipas.

Ver a diversidade geracional como uma oportunidade.

Mas, na verdade, o que é que isto significa? Trata-se de dar as mesmas oportunidades às quatro gerações que hoje preenchem o mercado de trabalho: a geração Z, dos 18 aos 24, os millennials, dos 25 aos 34, a geração X, dos 35 aos 54, e os baby boomers, dos 55 aos 64.

Embora as competências académicas e a experiência profissional sejam as chaves-mestras na hora de fechar contrato, diferentes faixas etárias valorizam aspetos diferentes do seu emprego. E há muito que podem ensinar umas às outras.

É o que nos dizem os resultados do Randstad Employer Brand Research 2021. O estudo foca-se em vários setores de atividade e mostra que as grandes mudanças dos últimos anos na economia e na sociedade, com a pandemia, também influenciaram a forma como cada geração olha para a sua carreira, a começar pelos mais velhos.

Estabilidade ou qualificação?

Ao contrário dos seus colegas mais novos, a prioridade dos baby boomers não é ter o melhor salário possível, mas, sim, alcançar estabilidade profissional. Já para a geração X, ter uma vida profissional estável é a segunda coisa que mais desejam em relação ao seu trabalho. Já a estabilidade, posta em causa pela pandemia, está longe de ser a principal preocupação das gerações mais novas.

De acordo com o Work Monitor 2021 da Randstad, a esmagadora maioria da geração Z e dos millennials acredita que apostar constantemente na qualificação e requalificação é essencial para navegar pela economia pós-pandemia. E tem razão: de acordo com o World Economic Forum, até 2025, metade dos colaboradores em todo o mundo vai precisar de mais formação.

Mas, à medida que se sopram as velas, a preocupação com requalificação parece ganhar menos importância. Segundo o Workmonitor da Randstad, 68% dos colaboradores entre os 35 e os 44 anos acham que a formação profissional será importante para o seu futuro. Esse número desce para os 58% quando se fala de colaboradores entre os 45 e os 54 anos.

A tendência decrescente confirma-se quando se olha para quem tem mais de 55 anos. Menos de metade dos baby boomers (43%) acha necessário investir na requalificação, apesar de esta ser a geração que se se vir numa situação de desemprego terá mais dificuldades em regressar ao mercado.

Uma resposta eficaz para todas as gerações

Entre a estabilidade laboral e o anseio por constante evolução, todas as perspetivas ajudam as empresas a crescer. Se, por um lado, o know-how dos colaboradores com mais experiência pode enriquecer os currículos e as vivências dos recém-chegados, os jovens também trazem a debate a importância de investir na formação ao longo da vida e da carreira.

Uma empresa preocupada com o bem-estar dos seus colaboradores terá de ser capaz de gerir as diferentes expetativas, conseguindo dar uma resposta eficaz às necessidades de todos, independentemente da sua idade. Terá também de garantir que todos têm acesso às mesmas oportunidades, mesmo que não estejam no topo das suas prioridades.

Uma equipa está equilibrada quando todos, de todas as idades, têm a sua oportunidade de mostrar do que são feitos. Quando todas as vozes são valorizadas. E as empresas só podem sair valorizadas desta troca intergeracional ajudando também a sociedade a evoluir em direção a um futuro mais igualitário.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de