As cripto já são "só" moedas

As criptomoedas foram, durante muitos anos, um universo distante, que pareciam estar fora do alcance de qualquer um. Agora, começam a ser parte integrante da banca e já são utilizadas no dia a dia em muitos países. Vamos olhar para a joia da coroa: a Bitcoin.

Foi durante este mês de maio que, em Portugal, se fez a primeira transação imobiliária paga em criptomoedas. A casa em questão foi um T3 em Braga, comprado por três Bitcoins (à data, qualquer coisa como 110 mil euros). Esta transação voltou a trazer as discussões sobre criptomoedas para as conversas de amigos, numa altura em que as mesmas se começam mesmo a tornar um caso sério.

Este não é, contudo, o primeiro sinal de que as criptomoedas passaram de uma espécie de "bolsa de valores digital" para serem, de facto, uma moeda corrente como o euro ou o dólar. El Salvador é o caso mais famoso, tendo já adotado a Bitcoin como moeda corrente do país, a par com o dólar americano. Paraguai, Panamá, Índia, Brasil e os Estados Unidos também já mostraram interesse em fazê-lo e podem ser os próximos. Por cá, durante o mês de abril o Governo Regional da Madeira já anunciou também estar a ver em que condições a Bitcoin pode passar a ser aceite em negócios tradicionais, tendo como objetivo ser um dos territórios de referência Bitcoin-friendly.

Estes são desenvolvimentos que ocorrem enquanto a União Europeia também discute sob que condições as criptomoedas podem ser legisladas e regularizadas, sendo público que o potencial das criptomoedas é reconhecido pela instituição e já se tendo inclusivamente especulado que a criação de uma criptomoeda europeia pode ser uma realidade. Visto o panorama atual: afinal como funcionam as Bitcoins?

Falemos de Blockchain

Blockchain é uma palavra que ouvimos tantas vezes como, provavelmente, Bitcoin. E, de facto, é impossível falar da última sem a primeira. Blockchain é o sistema tecnológico que torna possível a existência das moedas digitais. Este sistema permite a transição de bens entre duas partes sem a intervenção de um terceiro, imaginemos, um banco ou de um notário. A tecnologia regista e processa informação de uma forma que torna quase impossível a sua falsificação. Esse é, de resto, um dos principais argumentos para adoção mainstream das criptomoedas: tudo fica registado. Sendo possível saber sempre de onde determinado valor veio e para onde foi, o combate à corrupção e invasão fiscal torna-se muito mais fácil - havendo uma impressão digital automática de todos os movimentos. Tudo é transparente, não podendo nenhuma informação ser alterada ou forjada.

O fenómeno bitcoin

A Bitcoin foi a primeira criptomoeda criada, mesmo no meio da recessão de 2008. Apesar da flutuação de preço constante, a verdade é que o preço da Bitcoin sofreu, historicamente, aumentos exponenciais. Se para ter uma Bitcoin há cinco anos os valores se situavam na ordem dos três mil euros, hoje esse mesmo valor é de 30 mil euros - tendo já atingido cotações perto dos 70 mil euros. Uma valorização histórica, quase impossível de atingir em qualquer outro investimento.

O "segredo" da Bitcoin assenta no conceito de escassez. Ao contrário de outras moedas, o número de bitcoins disponível está estabelecido. Por exemplo, durante os anos de pandemia, fruto da grave crise económica, os vários bancos centrais mundiais emitiram mais moeda. Isto significa, em termos breves, que esta moeda desvaloriza, uma vez que há mais disponíveis. Na Bitcoin, não há mais emissão. Desta forma, a teoria é que uma Bitcoin, conforme a ascensão das criptomoedas seja mais generalizada, valerá mais daqui a dois, três ou cinco anos do que vale hoje: com a escassez (ou limite) a ser já uma certeza.

Se este mundo das criptomoedas pareceu inacessível durante anos, hoje é muito fácil este investimento em plataformas como a Litebit. E não, não precisa de 30 mil euros para comprar uma Bitcoin. A maioria das pessoas compra frações de uma moeda, por exemplo, pode comprar apenas 0,1 Bitcoin e vendê-la quando quiser, mesmo que seja apenas cinco minutos depois de a comprar. Para a maioria dos investidores, a estratégia mais comum é o HODL, que significa investimento a longo prazo, apostando numa estratégia de valorização com o passar do tempo. Bem-vindo à Era do investimento digital.

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