Diminuir a pegada ecológica? Comece pelo seu smartphone

Quando pensa em sustentabilidade, alguma vez lhe passou pela cabeça que o seu smartphone pudesse ser um entrave no realizar desta missão? A verdade é que a pegada ecológica da indústria dos smartphones está a aumentar e tudo devido à vida útil que lhes damos.

A cada dia que passa mais difícil se torna conseguir viver sem o cordão umbilical que é o nosso telemóvel. Seja para nos mantermos em contacto com os nossos, seja para registarmos momentos importantes, ou simplesmente para não perdermos a oportunidade de estar online, torna-se quase impossível imaginar um dia que seja em que não percamos algumas horas nas várias funcionalidades deste dispositivo. Porém, por muito nosso amigo que possa parecer, a verdade é que o nosso smartphone - ou pelo menos o tempo de vida que lhe damos - nem sempre é o melhor amigo do nosso planeta.

De acordo com um relatório das Nações Unidas, todos os anos são gerados cerca de 41 milhões de toneladas em lixo eletrónico em todo o planeta. Se não sabe do que se trata, lixo eletrónico é quando os equipamentos - como os smartphones, tablets, computadores, televisões, eletrodomésticos, etc - são desperdiçados ou deitados ao lixo por, supostamente, já não terem utilidade.

Sabia que para a produção de um telemóvel, por exemplo, é necessária a utilização de vários metais preciosos? Metais esses que são obtidos a partir de recursos do nosso planeta. Já para não falar de que grande parte das emissões de dióxido de carbono estão associadas à extração desses mesmos materiais, que nem sempre é feita da forma mais sustentável possível. Se nunca tinha parado para pensar sobre este tema, talvez seja uma boa altura para se perceber que uma forma de contribuir para a continuidade do planeta possa mesmo passar por investir na durabilidade de alguns dos nossos equipamentos.

Sempre que um ecrã se parte, uma câmara deixa de funcionar ou a bateria perde a durabilidade que tinha quando comprámos o nosso telemóvel, o primeiro instinto é investir o dinheiro que temos num novo equipamento. Mas e se em vez de um telemóvel novo investíssemos numa nova vida para o smartphone que já fazia parte da nossa?

A ideia de que reparar fica mais caro do que comprar algo novo já está desatualizada. Hoje, vários são os serviços que tem à sua disposição e que o ajudam a reparar alguns dos danos do seu telemóvel. Para Vânia Guerreiro, Diretora de Marketing e Comunicação da iServices, "Reparar o telemóvel, em vez de comprar um novo, é quase sempre a opção recomendada, uma vez que está comprovado que, nos dias de hoje, qualquer smartphone consegue manter uma boa performance durante quatro ou cinco anos".

Ainda assim, nem todos os danos têm reparação. E nesses casos, a compra de um novo equipamento é inevitável. Mas porque não optar por comprar um em 2ª mão? Desta forma não só consegue ter um smartphone praticamente novo como, ainda, manter a sua pegada ecológica em dia. Na realidade, nos dias que correm, muitos são os dispositivos que são recondicionados e que se encontram em perfeitas condições. Se não se dissesse que eram em 2ª mão provavelmente nem daria por isso!

"Um equipamento recondicionado (ou refurbished) não é um equipamento considerado novo em folha, mas foi pouco ou nada utilizado. Isto é, é um smartphone que, por alguma razão, foi devolvido pelo cliente ao fabricante ou revendedor", explica Vânia Guerreiro.

E o mais curioso acerca destes equipamentos é que depois de serem devolvidos são submetidos a uma intervenção técnica para poderem ser novamente postos à venda, completamente formatados. No fundo, voltam a estar "como novos", mas a um preço muito mais amigo da sua carteira - e do ambiente!

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