O segredo do sucesso da Confraria da Horta

Augusto Filipe começou por vender bananas e hoje tem uma empresa que cresce de ano para ano a operar na região de Lisboa.

Há cerca de 20 anos, Augusto Filipe ouviu um conselho que não só não esqueceu como fez questão de o tornar a base da sua empresa. “Vais prometer-me três coisas: primeiro, nunca enganes um cliente; segundo, pagas o que deves para saberes o que tens; terceiro, nunca percas tempo com um mau funcionário.” As palavras foram da pessoa que orientou Augusto Filipe no empréstimo bancário que lançou definitivamente a Confraria da Horta, uma empresa de comércio e distribuição de produtos hortofrutícolas. O gerente nunca mais se esqueceu do que a Dona Margarida lhe disse: “Nunca abdico destas três verdades absolutas.”

Augusto Filipe, um antigo barman na Ericeira, começou neste negócio a vender bananas, desafiado por um cliente do bar e hoje emprega 21 pessoas numa empresa que nasceu em 1996, que tem “um volume de negócios considerável” e que opera na área da Grande Lisboa. “Há muito Portugal para desbravar.

Há muitos clientes que gostariam de contar com o serviço da Confraria da Horta, inclusivamente alguns grupos hoteleiros que têm hotéis no norte e no sul do país que perguntam por que razão não vamos lá para baixo ou lá para cima. Mas nós trabalhamos de uma forma diferenciada dos demais. Damos muito valor à qualidade e ao serviço que prestamos ao cliente. Posso dizer-lhe que dos 200 clientes que temos, há quem esteja comigo desde que comecei a trabalhar”, salientou.

Além de hotéis, os produtos da Confraria da Horta, todos de origem nacional, podem ser encontrados em restaurantes, instituições e pastelarias, por exemplo. Capacidade para expandir a nível nacional existe, mas Augusto Filipe, de 47 anos, considera que “é um investimento muito grande”. “Claro que o retorno seria rápido. Se neste negócio nunca se enganar o cliente, este permanece e a faturação é muito segura”, referiu. E acrescentou: “Nos últimos três anos dobrámos a empresa. Passámos de um milhão para 1,8 milhões, no ano passado chegámos aos 2,5 milhões e neste ano vamos claramente chegar aos três milhões e pouco. No próximo ano quero ultrapassar os 3,5 milhões. Aquilo que eu tenho definido para a empresa e para a minha família, que são os meus colegas de trabalho, é crescermos 30% ao ano nos próximos cinco a dez anos.”

Recentemente foi feito um forte investimento com a passagem para o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL). “Foi muito avultado. No MARL as despesas são um pouco maiores porque temos o serviço de limpeza, a luz, os espaços não são baratos, mas foi uma boa aposta. Até ao final do ano acredito que será um investimento e não um peso.”

A concorrência é grande, mas nada que assuste Augusto Filipe: “Encaro isso como uma oportunidade para ser diferente e crescer.” Mas alerta: “Temos alguma concorrência que consegue fazer o mesmo serviço que nós sem carros de frio, sem a higienização e os cuidados que nós temos para com os clientes.”

O gerente da Confraria da Horta realçou os fatores diferenciadores: “Estamos muito bem vistos no mercado nos pagamentos. Não pagamos na hora, porque o cliente também não paga na hora. Mas os prazos estabelecidos são cumpridos há 22 anos. Depois é o critério de qualidade do serviço, ser muito simpático para o cliente, aparecer na hora em que ele está à espera e garantir que o produto tem uma qualidade em que se aproveita 100%.”

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de