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Uma tenda na praia com o potencial de salvar o oceano

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O que fazem 120 estudantes universitários durante 24 horas seguidas na praia de Carcavelos?

Foi-lhes dito para trazerem roupa e calçado apropriado para o areal, sacos-cama e acima de tudo boas ideias. O desafio foi lançado pela Plataforma de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e pelo CEIIA, com o apoio da Galp, e foram muitos os alunos do ensino superior que aceitaram participar no Innovathon – Ocean Edition.

O grande objetivo desta maratona, realizada nos dias 7 e 8 de junho, passava por juntar equipas multidisciplinares, compostas por grupos de cinco alunos universitários de várias instituições e cursos, para que em conjunto e ao longo de 24 horas ininterruptas tentassem encontrar soluções para alguns dos problemas mais graves que assolam os nossos oceanos. Focadas em criar novos serviços ou produtos que contribuam para um desenvolvimento sustentável da economia dos oceanos, as equipas podiam escolher de entre quatro categorias: a redução do lixo no ambiente marinho; a aquacultura sustentável ao largo da costa; a preservação dos ecossistemas marinhos; e os transportes marítimos sustentáveis.

Após uma cerimónia de abertura que contou com a presença de várias personalidades de referência na temática – incluindo a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino e Joana Garoupa, Diretora de Marketing e Comunicação da Galp – os 120 alunos universitários juntaram-se para debater as suas ideias e o seu respetivo potencial económico e ambiental.

Mas não o fizeram sozinhos. Durante a iniciativa foram muitos os especialistas que deram valiosos conselhos às equipas, desde a Vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Cascais, Joana Balsemão, à Fundadora da Acqua Mater, Patrícia Furtado de Mendonça. Serviram como mentores para que as soluções criadas, as quais seriam apresentadas num formato de pitch de 15 minutos, tivessem como pilares fundamentais a viabilidade da sua aplicação num contexto económico real, mas também um papel ativo na atividade sustentável das empresas ou comunidades que venham eventualmente a colocar em ação as ideias vencedoras (ou não) deste Innovathon.

Ação como palavra de ordem

Uma das especialistas que serviu de mentora durante as 24 horas da maratona foi Wenche Grønbrekk, Conselheira da Plataforma de Ação para a Sustentabilidade dos Oceanos, criada pelo Global Compact das Nações Unidas. Wenche foi perentória ao afirmar que, “não só no setor dos oceanos, mas em todos os setores de atividade económica, estamos perante uma transição. A mudança vem lá, quer se queira quer não.” E é com base nessa mudança que as Nações Unidas estão empenhadas em criar as condições para que as soluções surjam num ritmo mais acelerado, para que as empresas com preocupações e estratégias de sustentabilidade estejam na linha da frente do desenvolvimento económico, o que levará a alterações positivas a nível ambiental e social.

Daí que o envolvimento em maratonas de conhecimento de empresas como a Galp, organizações com uma forte genética tecnológica como o CEIIA ou até mesmo a NOVA SBE seja um sinal de que a ação está a ser tomada. Uma solução que permita uma maior eficiência energética em refinarias, por exemplo, só pode ser possível com o empenho de um empresa consciente, capaz de aliar a capacidade dos seus parceiros científicos e académicos ao engenho dos estudantes que, até mesmo num ambiente de festa – e poucos ambientes são mais festivos que uma tenda na praia – não deixam em mãos alheias a responsabilidade de cuidar do mar que veem no horizonte.

 

imagem_central_Innovathon_DV Uma entre muitas e boas ideias

Após um pitch final das cinco ideias finalistas, perante um painel de jurados composto por especialistas da Galp, do CEIIA, da Nova SBE e da Câmara Municipal de Cascais, a vitória coube à equipa InnovaTecos, que apresentou um projeto de aplicação móvel que torna mais conscientes as opções de compra que fazemos, revelando em tempo real qual a probabilidade de os invólucros de plástico dos produtos que estamos a adquirir representarem um perigo para a vida marinha. A ideia passa por um sistema de recompensas, no qual as compras mais sustentáveis podem dar origem a crédito em superfícies comerciais ou até em doações a instituições de solidariedade escolhidas pelo utilizador.

Foi uma entre muitas ideias com potencial para alterar comportamentos e desenvolver negócios mais sustentáveis. As três ideias que alcançaram as melhores classificações finais, onde se juntam aos Innovatecos também um projeto de aquacultura em parques eólicos offshore e uma plataforma sobre animais marinhos com vista à investigação científica, vão ter a oportunidade de participar na competição internacional do Innovathon, que se realizará no próximo ano, desta feita em Lisboa, mas para os Innovatecos estas 24 horas passadas no areal de Carcavelos representam uma viagem até Oslo, onde a sua proposta vai ser colocada à prova em nova maratona de conhecimento e tecnologia.

 

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