Marketing

Fnac: “Já éramos dos países que liam menos. Isso acentuou-se na pandemia”

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Com desafios e dilemas durante os tempos de confinamento, esta edição de Brands 4 Life conta com Inês Condeço e André Bettencourt, diretores de marketing da Fnac e da Bridgestone, respetivamente, para falar sobre tudo o que mudou.

As vendas online mantiveram as coisas a funcionar, mas as empresas viram-se obrigadas a enfrentar novos dilemas e desafios devido aos meses de confinamento. Marcas diferentes, mas com desafios em comum, a Fnac e Bridgestone viram as suas lojas a fechar e a produção a diminuir, bem como a necessidade de reforçar e diversificar a comunicação junto dos portugueses.

Os responsáveis do marketing destas empresas revelaram no mais recente Brands 4 Life que do lado da FNAC, a comunicação tinha como objetivo convidar os clientes a regressarem às suas paixões e trazer a experiência da loja física para o digital. Já para a Bridgestone, o principal foco era a operação no terreno e passar uma mensagem de sensibilização e disponibilização da mercadoria.

Os desafios da Fnac

Fechadas as lojas, a marca teve de reforçar a capacidade de resposta da loja online. ”No início de Fevereiro não antecipávamos que fosse acontecer isto”, explica Inês Condeço: “Pensávamos que talvez pudesse não chegar cá. Houve sempre essa esperança até ao final.” Já sobre o cancelamento da agenda cultural das lojas foi uma das primeiras medidas tomadas ainda em fevereiro.

A Fnac teve de se ajustar a um aumento da procura online e teve de reforçar stocks na área de informática e tecnologia. “Houve dias em que quadruplicámos a nossa operação. Isso significa que os nossos recursos humanos em armazém não eram suficientes.” Para manter o nível de serviço a F teve de reforçar a equipa e a operação logística.

Apesar de alguns possíveis atrasos, a Fnac afirma que uma boa parte dos clientes compreenderam os constrangimentos. “A Fnac é uma marca de paixões e isso é muito mais fácil de trabalhar com a experiência de loja e isso perde-se um pouco no online.”

Já sobre o setor do livros em particular: “Nós já éramos dos países que liam menos, em Portugal, e isso acentuou-se muito durante o período da pandemia.” O mercado literário chegou a registar quebras na ordem dos 70%. “Estamos a preparar um plano de recuperação para livros porque sem uma experiência de compra natural, as pessoas não compram um livro”, diz a responsável.

O desafio da Bridgestone

Com o confinamento a necessidade de pneus reduziu um pouco por todo o mundo e algumas fábricas da marca tiveram de abrandar a produção. O “home office” foi implementado em março assim que a empresa tomou conhecimento da gravidade da pandemia.

“Houve situações de encerramento parcial, quase total, mas claramente a produção teve de baixar, não havia escoamento da mercadoria.” André Bettencourt, responsável da Bridgestron explica que a procura pode ter diminuído mas a Bridgestone manteve a cadeia de abastecimento para os setores vitais do país.

Setores da distribuição de encomendas e o “home delivery” tiveram de continuar a estar capacitados com o fornecimento de pneumáticos. A Bridgestone procurou assegurar a disponibilidade de pneumáticos para as forças de segurança, bombeiros e INEM e a a marca procurou fornecer a rede de oficinas que se mantiveram abertas durante a pandemia.

Uma das grandes preocupações da marca passou pela verificação dos pneus depois de uma pausa prolongada dos veículos. Durante a paragem, os pneus perdem ar e impõe-se uma verificação da pressão de ar dos pneus de um automóvel.

Mais no vídeo.

O Brands 4 Life assume um registo descontraído, informal, espontâneo e inspirador, onde as marcas partilham as suas experiências e estratégias de marketing durante o período de pandemia.

Ao longo de 12 semanas, acompanhe os testemunhos de personalidades como Filipa Appleton, Diretora de Marketing do LIDL; Inês Drummond Borges, Diretora de Marketing da WORTEN; Sérgio Leal, Diretor de Marketing da McDonald’s; Filipa Remígio, Diretora de Marketing e Vendas da Artsana; Lídia Monteiro, Diretora de Marketing do Turismo de Portugal; Tiago Simões, Diretor de Marketing do Continente; Leonor Dias, Diretora de Marketing da Vodafone; Carla Bento, Diretora de Marketing do Santander, entre muitos outros.

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