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5 novidades da OutSystems para facilitar a digitalização nas empresas

Paulo Rosado e Gonçalo Borrêga na abertura do NextStep 2019, em Denver, EUA
Paulo Rosado e Gonçalo Borrêga na abertura do NextStep 2019, em Denver, EUA

A empresa portuguesa anunciou hoje vários lançamentos no arranque do seu evento NextStep, que decorre em Denver, EUA

Depois de um ano em que bateu o recorde de receitas, fechando 2018 nos 100 milhões de dólares, o unicórnio português OutSystems está a preparar o caminho para levar a “revolução low-code” a mais empresas. Aquilo que a tecnológica liderada por Paulo Rosado oferece é uma plataforma para que as empresas possam desenvolver aplicações com o mínimo de código possível, ou “low-code”, uma óbvia mais valia que justifica o crescimento acelerado experimentado nos últimos três anos. E a ideia agora é torná-la mais acessível a empresas com menos recursos.

Foi isso que a OutSystems apresentou hoje em Denver, nos Estados Unidos, durante o arranque do seu evento anual NextStep, que é focado na muito badalada transformação digital.

“Você pode ser moderno independentemente de ter um negócio antigo. Há sempre uma forma de inovar”, declarou o CEO Paulo Rosado, na apresentação que abriu o evento. “Quase todos os nichos”, disse, “estão a ponto de sofrerem disrupção por alguém que chegou recentemente”. O responsável falava de pequenas empresas que estão a chegar a um sector e a mudar tudo, como a Netflix fez na televisão e a Lemonade está a fazer com as apólices de seguro.

O que estas empresas irreverentes têm em comum é que reinventaram a forma como se conectam aos clientes, explicou. “O design do seu negócio começa com o cliente em mente, e elas criaram experiências de cliente fenomenais”, declarou o CEO. Isto é o que na indústria se abrevia como CX, ou experiência digital do cliente. O que a OutSystems promete é dar a todo o tipo de empresas, mesmo que não tenham uma vasta equipa de programadores, a capacidade de fazer o mesmo. As novas ferramentas, que serão disponibilizadas em breve, vão concentrar-se nisso mesmo:

1. Abraçar o omnicanal ao estilo da Uber

As novas ferramentas CX que a OutSystems vai disponibilizar têm o propósito de permitir que qualquer organização possa disponibilizar “experiências omnicanal de elevada qualidade que competem com os líderes de CX e geram uma elevada adoção por parte do utilizador.” Paulo Rosado promete que empresas com menos recursos poderão oferecer experiência de utilização tão boas com uma Uber ou Amazon, falando da erradicação de “aplicações que já não são funcionais.”

2. Aumentar a retenção de clientes com Progressive Web Apps

Um dos grandes “buzzes” da indústria gira em torno das web apps progressivas (PWA), que procuram integrar as vantagens das aplicações nativas e as vantagens das aplicações web num só formato. O entusiasmo no mercado deve-se à maior capacidade de retenção e conversão de clientes com este tipo de apps, que não têm de ser instaladas mas funcionam offline. No NextStep, a empresa portuguesa anunciou que as PWA serão adicionadas automaticamente pela plataforma OutSystems, com o benefício de usarem a mesma base de código do navegador.

3. Usar a voz para interagir melhor

Diz-se que, no futuro, será a interface por excelência entre os utilizadores e as suas tecnologias. Neste lançamento, a OutSystems dá aos programadores ferramentas para criar interação de chat e voz com os clientes, o que pode ser usado para WhatsApp, Facebook Messenger, Siri, Google Assistant, Alexa e Cortana. A utilização de voz (e bots de conversação) para comunicar com os clientes pode ser uma primeira linha de suporte, por exemplo, que fica ao alcance de empresas que não têm equipas de programadores especializados em inteligência artificial.

4. Linguagem e código únicos para experiências diferentes

Paulo Rosado sublinhou na sua keynote que a indústria tem um problema crónico de falta de programadores, e cada vez que uns saem e outros entram há código anterior que os novos responsáveis não conhecem. Esta nova iteração da plataforma OutSystems inclui a tecnologia “reactive web”, que permite desenhar experiências interessantes e consistentes independentemente de qual o dispositivo (móvel ou web), com elementos de construção reutilizáveis nos diferentes canais. Isto significa que os lançamentos serão mais rápidos e a qualidade será maior, porque é usada uma única linguagem e base de código, permitindo aos programadores existentes serem mais produtivos com menor custo.

5. Ajudar os leigos a programar

No pontapé de saída do NextStep, a empresa apresentou um conjunto de recursos que endereçam o movimento “citizen development”. É uma expressão usada para caracterizar o desenvolvimento de aplicações por parte de leigos, pessoas que não são programadores nem trabalham diretamente no departamento de TI de uma empresa. É um sinal dos tempos e algo que a OutSystems sentiu que era preciso abordar de forma estruturada.

A empresa chama-lhe ferramentas “no-code” integradas na plataforma “low-code”. Uma delas é um Experience Builder que “esconde” as complexidades e permite que qualquer pessoa, mesmo com pouco nível de conhecimento de programação, consiga desenhar experiências para web ou dispositivos móveis direcionadas aos consumidores.

O outro é um novo “Workflow Builder”, que também omite os processos complexos de desenvolvimento e oferece um assistente fácil de usar. E há ainda uma funcionalidade de administração e alteração automática da arquitetura, que conduz a pessoa pelo processo e faz recomendação, por exemplo, de qual a melhor arquitetura para as aplicações.

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