“A um morto nada se recusa”, diz a BAR

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A pergunta pode parecer um pouco dramática, mas como gostaria que fosse o seu funeral?

Foi
essa a questão colocada pela agência de publicidade BAR quando
confrontada pelo programa Filho da Pub a dar uma nova imagem e
posicionamento à funerária Funalcoitão. O resultado pode ser visto na
terceira temporada do programa, com estreia prevista para breve na SIC
Radical.

Leia também: A sua vida dava um anúncio? A deles deu

Na primeira temporada do programa a agência de
publicidade foi desafiada a ajudar a Rapidinha Sex Shop, na segunda o
Paços de Ferreira Futebol Clube. Agora foi a vez da funerária
Funalcoitão.”Como nós gostamos de desafios complicados e não temos medo
da morte, aceitámos imediatamente”, recorda Diogo Anahory, que como José
Carlos Bomtempo, co-assina a direção criativa do projeto.

Começaram
por fazer um estudo qualitativo para “explorar os sentimentos
relacionados com aquilo que são atualmente os funerais e aprofundar as
reações emocionais a este novo conceito”, explica ao Diogo Anahory. Do
estudo saíram algumas conclusões que ajudaram a agência na renovação da
identidade da funerária. “À pergunta ‘como gostaria que fosse o seu
funeral?’, há uma grande maioria que responde ‘gostava que fosse tudo
menos triste e pesaroso, gostava que o meu último momento representasse
tudo aquilo que fui em vida: alegre, bem disposto, etc'”, descreve
Anahory.

Mas não só. “Uns dizem que gostavam que houvesse dança,
outros que tocassem a música da sua banda rock preferida, outras que
fossem lembrados os melhores momentos das suas vidas. Ou seja, nada
daquilo que realmente acontece nos nossos funerais, onde até carpideiras
se contratam…”, sintetiza.

E, como “a um morto nada se recusa”,
como diz “Fim”, o poema de Mário Sá Carneiro que serve de copy ao filme,
a BAR optou por uma abordagem diferente da habitual. “Com este
racional, chegámos ao conceito “Mais do que enterros, fazemos
homenagens”. E depois criámos tudo à luz deste conceito”, descreve.

A
loja da à funerária Funalcoitão passou a ser um espaço menos carregado e
a nova identidade (inclusive estacionário) passou a refletir esse novo
posicionamento. Um trabalho com direção criativa de Diogo Anahory e José
Carlos Bomtempo que coordenou uma equipa criativa composta por António
Bezerra, Sandro Borges, Cristina Sena e Carlos Gorjão.

Foi ainda produzido um filme, com realização de Pedro Amorim e Augusto Fraga, com produção da Krypton.

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