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Ações do Facebook em máximo histórico após trimestre de arromba

Facebook, anúncios
Foto: DR

Com uma subida de 71% nos lucros e 2,01 mil milhões de utilizadores ativos, o Facebook continua a superar as expectativas do mercado

Resultados acima das expectativas do mercado levaram o Facebook a ultrapassar 171 dólares por ação nas trocas fora de horas, um recorde absoluto para a rede social. Foi um salto de mais de 3,3%, denotando o entusiasmo de Wall Street com os números apresentados pela gigante de Menlo Park no segundo trimestre. É também uma evolução notável para os títulos da tecnológica, que se cotou em 2012 com um preço inicial de 38 dólares por ação. Em maio, quando apresentou os resultados do primeiro trimestre, o efeito tinha sido o oposto: as ações caíram mais de 2%.

O que tanto entusiasmou os investidores desta vez foi o salto significativo das vendas e dos lucros. As receitas do Facebook atingiram 9,3 mil milhões de dólares, um crescimento de 45% face ao mesmo período do ano passado. Foi quase tudo proveniente da publicidade, cujo crescimento ainda foi maior – 47% – e representou 9,1 mil milhões de dólares.

Melhor ainda foi a rentabilidade: os lucros dispararam 71% para 3,8 mil milhões de dólares, sendo que a margem operacional melhorou de 42% para 47%. Os gastos também subiram 33%, como vem acontecendo todos os trimestres, mas Zuckerberg disse na conferência com analistas que pretende abrandar o ritmo dos investimentos. Isto foi também motivo de alívio e otimismo entre os investidores.

“Tivemos um bom segundo trimestre e uma boa primeira metade do ano”, resumiu Zuckerberg na apresentação de resultados. “A nossa comunidade tem agora dois mil milhões de pessoas e estamos focados em aproximar ainda mais o mundo.”

O grande sucesso do Facebook neste momento é a publicidade no móvel. Os anúncios mostrados aos utilizadores via smartphone e tablet pesam agora 87% de todas as receitas de publicidade, acima dos 84% no período homólogo. Dentro desta categoria, os anúncios em vídeo tiveram um grande contributo e são a grande avenida de crescimento, embora Zuckerberg tenha avisado que o ritmo deverá abrandar – porque não é possível continuar a introduzir mais anúncios no feed dos utilizadores. Isso teria um efeito de saturação que seria contraproducente.

O que o CEO teve de explicar aos analistas é porque é que o vídeo, e não as duas plataformas de mensagens instantâneas da empresa, será fundamental no futuro a curto prazo. O Messenger e o WhatsApp têm mais de mil milhões de utilizadores mas ainda não contribuem muito para o total de receitas. Sheryl Sandberg, a número dois do Facebook, disse aos analistas que ambas as plataformas estão ainda em fase experimental no que toca a extrair receitas. Depois, Zuckerberg clarificou. “É uma coisa muito mais de longo prazo. Penso que nos próximos anos, o maior impulsionador do negócio, e determinante para os nossos resultados, será o vídeo, não o Messenger.”

Por isso mesmo, o Facebook está a investir em conteúdos originais do tipo televisão. Ainda não se sabe muito sobre isto, mas os rumores indicam que um novo produto será lançado em agosto. É um passo natural se a rede quiser continuar a crescer.

Uma coisa é certa: os anúncios vão chegar às plataformas de mensagens noutros formatos – não em vídeo. Vai é levar tempo até que as receitas geradas se tornem relevantes.

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